Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Dia mundial da luta contra o cancro

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Dia mundial da luta contra o cancro

4 de Fevereiro

 


publicado por olhar para o mundo às 18:13
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016

António Lobo Antunes - O último abraço que me dás

António Lobo Antunes

 

Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele

 

Para Luís Costa

 

O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, onde a elegância dos doentes os transforma em reis. Numa das últimas vezes que lá fui encontrei um homem que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era. Disse-me

- Abrace-me porque é o último abraço que me dá

durante o abraço

- Tenho muita pena de não acabar a tese de doutoramento

e, ao afastarmo-nos, sorriu. Nunca vi um sorriso com tanta dor entre parêntesis, nunca imaginei que fosse tão bonito.

Com o meu corpo contra o dele veio-me à cabeça, instantâneo, o fragmento de um poema do meu amigo Alexandre O'Neill, que diz que apenas entre os homens, e por eles, vale a pena viver. E descobri-me cheio de respeito e amor. Um rapaz, de cerca de vinte anos, que fazia quimioterapia ao pé de mim, numa determinação tranquila:

- Estou aqui para lutar

e, por estranho que pareça, havia alegria em cada gesto seu. Achei nele o medo também, mais do que o medo, o terror e, ao mesmo tempo que o terror, a coragem e a esperança.

A extraordinária delicadeza e atenção dos médicos, dos enfermeiros, comoveu-me. Tropecei no desespero, no malestar físico, na presença da morte, na surpresa da dor, na horrível solidão da proximidade do fim, que se me afigura de uma injustiça intolerável. Não fomos feitos para isto, fomos feitos para a vida. O cabelo cresce-me de novo, acho-me, fisicamente, como antes, estou a acabar o livro e o meu pensamento desvia-se constantemente para a voz de um homem no meu ouvido

- Acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento

porque não aceito a aceitação, porque não aceito a crueldade, porque não aceito que destruam companheiros. A rapariga com a peruca no braço da cadeira. O senhor que não olhava para ninguém, olhava para o vazio. Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele. Vi morrer gente quando era médico, vi morrer gente na guerra, e continuo sem compreender. Isso eu sei que não compreenderei. Que me espanta. Que me faz zangar. Abrace-me porque é o último abraço que me dá: é uma frase que se entenda, esta? Morreu há muito pouco tempo. Foda-se. Perdoem esta palavra mas é a única que me sai. Foda-se. Quando eu era pequeno ninguém morria. Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido? Morra um homem fique fama, declaravam os contrabandistas da raia. Se tivermos sorte alguém se lembrará de nós com saudade. De mim ficarão os livros. E depois? Tolstoi, no seu diário: sou o melhor; e depois? E depois nada porque a fama é nada.

O que é muito mais do que nada são estas criaturas feridas, a recordação profundamente lancinante de uma peruca de mulher num braço de cadeira. Se eu estivesse ali sozinho, sem ninguém a ver-me, acariciava uma daquelas madeixas horas sem fim. No termo das sessões de quimioterapia as pessoas vão-se embora. Ao desaparecerem na porta penso: o que farão agora? E apetece-me ir com eles, impedir que lhes façam mal:

- Abrace-me porque talvez não seja o último abraço que me dá.

Ao M. foi. E pode afigurar-se estranho mas ainda o trago na pele. Durante quanto tempo vou ficar com ele tatuado? O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria onde a dignidade dos escravos da doença os transforma em gigantes, onde só existem, nas palavras do Luís, Heróis.

Onde só existem Heróis. Não estou doente agora. Não sei se voltarei a estar. Se voltar a estar, embora não chegue aos calcanhares de herói algum, espero comportar-me como um homem. Oxalá o consiga. Como escreveu Torga o destino destina mas o resto é comigo. E é. Muito boa tarde a todos e as melhoras: é assim que se despedem no Serviço de Oncologia. Muito boa tarde a todos e até já, mesmo que seja o último abraço que damos.

 

António Lobo Antunes

Retirado da Visão


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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

Driely Meanda Diva no Facebook - Podemos perder tudo, casa, trabalho, saúde, até os cabelos.. só não podemos perder a esperança

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Podemos perder tudo, casa, trabalho, saúde, até os cabelos.. só não podemos perder a esperança

 

Driely Meanda Diva


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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Frases do Facebook - ... ela sorri por estar viva

 Cancro

 

Enquanto choras porque o teu cabelo não está como tu queres, ou porque estás gordo ou magro, por ter seios pequenos ou grandes, ou por qualquer outra coisa banal,, ela sorri por estar viva


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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

Cancro Infantil, Não fique indiferente

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Semana Dourada. Entre 15 e 20 fevereiro.Porque o cancro infantil não nos deixa indiferentes, vamos levar mais longe a voz de apoio às crianças, jovens e famílias. Junte-se a nós e faça desta a sua imagem de perfil nas redes sociais até ao dia 20 de Fevereiro.

 


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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

15 de Outubro - Dia da saúde da mama

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15 de Outubro - Dia da saúde da mama

 


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Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Imagem do Facebook - Cancro de mama

Cancro de mama

 

Enquanto tu choras pelo teu estado do teu cabelo, porque estás gordo ou magro, por teres seios grandes ou pequenos, ou por outra coisa qualquer, ela sorri porque está viva e aposto que é mais feliz que tu.

Pensa nisso.


publicado por olhar para o mundo às 14:13
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015

Elogio ao Amor - por Miguel Esteves Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

 

Elogio ao Amor, por Miguel Esteves Cardoso

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.


Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.


Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido... Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.


Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.


A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.


Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.


Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?


O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.


O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. 


Dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.


Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.


A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.


E valê-la também."

 

Miguel Esteves Cardoso

 

Retirado do Facebook


publicado por olhar para o mundo às 20:13
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Frases do Facebook - Podemos perder tudo, casa, trabalho, saúde, até os cabelos.. só não podemos perder a esperança

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Podemos perder tudo, casa, trabalho, saúde, até os cabelos.. só não podemos perder a esperança

 

Driely Meanda Diva


publicado por olhar para o mundo às 11:13
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4 de Fevereiro - dia mundial da luta contra o cancro

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4  de Fevereiro - dia mundial da luta contra o cancro

O caminho pode ser longo, mas desistir não pode fazer parte dos planos

Prevenir é essencial, faça rastreios

 


publicado por olhar para o mundo às 09:02
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Frases do Facebook - ela sorri por estar viva

Cancro

 

 

Enquanto choras porque o teu cabelo não está como tu queres, ou porque estás gordo ou magro, por ter seios pequenos ou grandes, ou por qualquer outra coisa banal, ela sorri por estar viva


publicado por olhar para o mundo às 08:54
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

O vídeo que mostra a forma como o cancro muda o que pedes para a vida

 

Cogimos un grupo de gente sana de la calle y los sentamos al lado de jóvenes con cáncer y sus familiares, no podían verse entre ellos. Les planteamos las mismas preguntas. ¿Que les hace felices? ¿Si pudieran pedir un deseo cual sería? La diferencia en las respuestas no deja indiferente a ninguno.


Un proyecto en colaboración con la Asociación de adolescentes y adultos jóvenes con cáncer.

 


publicado por olhar para o mundo às 09:15
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