Quinta-feira, 28 de Setembro de 2017

Frases de Clarice Lispector no Facebook - O que é verdadeiramente imoral é desistir de si mesmo

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O que é verdadeiramente imoral é desistir de si mesmo

 

 

 

 


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Sábado, 12 de Agosto de 2017

Frases de Clarice Lispector no Facebook - Pessoas vazias são chatas e me dão sono.”

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“Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.” 

 Clarice Lispector



 


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Domingo, 6 de Agosto de 2017

Frases de Clarice Lispector no Facebook - Ainda bem que existe sempre outro dia

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Ainda bem que existe sempre outro dia

e outros sonhos

e outros risos

e outras pessoas

e outras coisas

 

Clarice Lispector

 


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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017

Frases de Clarice Lispector no Facebook - Já chorei até pegar no sono, mas também já fui dormir tão feliz

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Já chorei até pegar no sono, mas também já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos

Clarice Lispector

 


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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

Frases Clarice Lispector no Facebook - Ainda bem que há sempre outro dia, e outros sonhos, e outros risos ...

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Ainda bem que há sempre outro dia, e outros sonhos, e outros risos, e outras pessoas, e outras coisas 

 

Clarice Lispector

 

 


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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

Frases de Clarice Lispector no Facebook - Superar é preciso, seguir em frente é essencial

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Superar é preciso, seguir em frente é essencial, olhar para trás é perda de tempo.

Se o passado fosse bom era presente

 

Clarice Lispector

 


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Sábado, 5 de Novembro de 2016

Frases de Clarice Lispector no Facebook - O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar

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O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar

Clari Lispector

 


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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Mude, mas comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade

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Mude, mas comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade

Clarice Lispector


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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - amo, enquanto posso.. esqueço quando é preciso

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"Amo, enquanto posso... Esqueço, quando é preciso... Acredito, que só vale a pena lutar, por aquilo que vale a pena possuir."


Clarice Lispector


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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

Clarice Lispector - Contrariar as Contrariedades

 

 

Contrariar as Contrariedades

 

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida.

Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'

 

Retirado de Citador


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Sábado, 10 de Setembro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Um amigo chamou-me para tratar da dor dele, guardeia a minha no bolso e fui

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Um amigo chamou-me para tratar da dor dele, guardeia a minha no bolso e fui

Clarice Lispector


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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

Clarice Lispector - O Prazer é Abrir as Mãos

 

O Prazer é Abrir as Mãos

 

O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio-pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração, e não estou perdendo nada! E o susto: acorde, pois há o perigo do coração estar livre!


Até que se percebe que nesse espraiar-se está o prazer muito perigoso de ser. Mas vem uma segurança estranha: sempre ter-se-á o que gastar. Não ter pois avareza com esse vazio-pleno: gastá-lo.

Clarice Lispector, in Crónicas no 'Jornal do Brasil (1972)'

 

Retirado de Citador


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Sábado, 13 de Agosto de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Um amigo chamou-me para tratar da dor dele, meti a minha no bolso e fui

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Um amigo chamou-me para tratar da dor dele, meti a minha no bolso e fui

Clarice Lispector


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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Mas chegará o momento em que me darás a mão

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Mas chegará o momento em que me darás a mão
não mais por solidão, mas como eu agora:
por amor.

Clarice Lispector


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Sábado, 30 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções

lispector

 

 

O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver

Clarice Lispector


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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Queria voltar a ser criança, porque os joelhos ralados curam mais rápido que os corações partidos

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Queria voltar a ser criança, porque os joelhos ralados curam mais rápido que os corações partidos

 

Clarice Lispector

 


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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Já chorei até adormecer, mas também já fui dormir tão feliz ao ponto de não conseguir fechar os olhos

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Já chorei até adormecer, mas também já fui dormir tão feliz ao ponto de não conseguir fechar os olhos

Clarice Lispector


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Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender

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A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender

Clarice Lispector


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Domingo, 10 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Gosto daquilo que me desafia. O fácil nunca me interessou, já o obviamente impossível sempre me atraiu e muito.

impossivel

 

 

Gosto daquilo que me desafia. O fácil nunca me interessou, já o obviamente impossível sempre me atraiu e muito.

Clarice Lispector


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Segunda-feira, 4 de Julho de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto.

Felicidade

 

Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.

Clarice Lispector


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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

Amor não Tem Número - Clarice Lispector

Amor não Tem Número

Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento — tudo é número.

Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem o número da cadeira.

É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral.

Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.

Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. E claro que você é um número no recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando a gente morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.

Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.

Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

E Deus não é número.

Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando com um número? Não, a intimidade não deixa. Vejam, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?

Clarice Lispector, in Crónicas no 'Jornal do Brasil (1971)'
 
retirado de Citador

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

Clarice Lispector - O Que me Mata é o Quotidiano

O Que me Mata é o Quotidiano

Dor? Alegria? Só é simplesmente questão de opinião. Eu adivinho coisas que não têm nome e que talvez nunca terão. É. Eu sinto o que me será sempre inacessível. É. Mas eu sei tudo. Tudo o que sei sem propriamente saber não tem sinónimo no mundo da fala mas enriquece e me justifica. Embora a palavra eu a perdi porque tentei falá-la. E saber-tudo-sem saber é um perpétuo esquecimento que vem e vai como as ondas do mar que avançam e recuam na areia da praia. Civilizar minha vida é expulsar-me de mim. Civilizar minha existência a mais profunda seria tentar expulsar a minha natureza e a supernatureza. Tudo isso no entanto não fala de meu possível significado.

O que me mata é o quotidiano. Eu queria só excepções. Estou perdida: eu não tenho hábitos.

Clarice Lispector, in 'Um Sopro de Vida'
 
Retirado de Citador

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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016

Clarice Lispector - Mais do que Amor

Mais do que Amor

O amor veio afirmar todas as coisas velhas de cuja existência apenas sabia sem nunca ter aceito e sentido. O mundo rodava sob seus pés, havia dois sexos entre os humanos, um traço ligava a fome à saciedade, o amor dos animais, as águas das chuvas encaminhavam-se para o mar, crianças eram seres a crescer, na terra o broto se tornaria planta. Não poderia mais negar... o quê? — perguntava-se suspensa. O centro luminoso das coisas, a afirmação dormindo em baixo de tudo, a harmonia existente sob o que não entendia.

Erguia-se para uma nova manhã, docemente viva. E sua felicidade era pura como o reflexo do sol na água. Cada acontecimento vibrava em seu corpo como pequenas agulhas de cristal que se espedaçassem. Depois dos momentos curtos e profundos vivia com serenidade durante largo tempo, compreendendo, recebendo, resignando-se a tudo. Parecia-lhe fazer parte do verdadeiro mundo e estranhamente ter-se distanciado dos homens. Apesar de que nesse período conseguia estender-lhes a mão com uma fraternidade de que eles sentiam a fonte viva. Falavam-lhe das próprias dores e ela, embora não ouvisse, não pensasse, não falasse, tinha um olhar bom — brilhante e misterioso como o de uma mulher grávida.

O que sucedia então? Milagrosamente vivia, liberta de todas as lembranças. Todo o passado se esfumaçara. E também o presente eram névoas, as doces e frescas névoas separando-a da realidade sólida, impedindo-a de tocá-la. Se rezasse, se pensasse seria para agradecer ter um corpo feito para o amor. A única verdade tornou-se aquela brandura onde mergulhara. Seu rosto era leve e impreciso, boiando entre os outros rostos opacos e seguros, como se ele ainda não pudesse adquirir apoio em qualquer expressão. Todo o seu corpo e sua alma perdiam os limites, misturavam-se, fundiam-se num só caos, suave e amorfo, lento e de movimentos vagos como matéria simplesmente viva. Era a renovação perfeita, a criação.

E sua ligação com a terra era tão profunda e sua certeza tão firme — de quê? de quê? — que agora podia mentir sem se entregar. Tudo isso deixava-a pensar às vezes:
— Por Deus, quem sabe se não estou fazendo disto mais do que amor?
Aos poucos habituou-se ao novo estado, acostumou-se a respirar, a viver. Aos poucos foi envelhecendo dentro de si, abriu os olhos e novamente era uma estátua, não mais plástica, porém definida. Bem longe renascia a inquietação. À noite, entre os lençóis, um movimento qualquer ou um pensamento inesperado acordava-a para si mesma. Levemente surpreendida dilatava os olhos, percebia seu corpo mergulhado na confortável felicidade. Não sofria, mas onde estava?
— Joana... Joana... — chamava-se ela docemente. E seu corpo mal respondia devagar, baixinho: Joana.

Os dias foram correndo e ela desejava achar-se mais. Chamava-se agora fortemente e não lhe bastava respirar. A felicidade apagava-a, apagava-a... Já queria sentir-se de novo, mesmo com dor. Mas submergia cada vez mais. Amanhã, adiava, amanhã vou-me ver. O novo dia porém perpassava pela sua superfície, leve como uma tarde de estio, mal franzindo seus nervos.
Só não se habituara a dormir. Dormir era cada noite uma aventura, cair da claridade fácil em que vivia para o mesmo mistério, sombrio e fresco, atravessar a escuridão. Morrer e renascer.

Clarice Lispector, in 'Perto do Coração Selvagem'
 
Retirado de Citador

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Quarta-feira, 30 de Março de 2016

Clarice Lispector no Facebook - o bonito me encanta, mas o sincero me fascina

Sincero

 

o bonito me encanta, mas o sincero me fascina

Clarice Lispector


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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração

Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração

 

Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração

Clarice Lispector


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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Então, e como sempre, era só depois de desistir das coisas que elas aconteciam

Desistir

 

 

Então, e como sempre, era só depois de desistir das coisas que elas aconteciam

Clarice Lispector


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Domingo, 10 de Janeiro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - Pensar é um acto, sentir é um facto

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Pensar é um acto, sentir é um facto

Clarice Lispector

 


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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2016

Clarice Lispector no Facebook - O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo

Imoral

 

 O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo

Clarice Lispector


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Sábado, 24 de Outubro de 2015

Clarice Lispector no Facebook - Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Saudades

 

 

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

 

Clarice Lispector


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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

Clarice Lispector no Facebook - O que tu tens todos podem ter, o que tu és só tu podes ser

Ser

 

 

O que tu tens todos podem ter, o que tu és só tu podes ser

Clarice Lispector


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