Sexta-feira, 16 de Junho de 2017

Frases de Giacomo Leopardi no Facebook - As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo

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As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo

 

 Giacomo Leopardi

 


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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016

Frases de Karl Menninger no Facebook - Tudo o que fazes por uma criança, ela fará pela sociedade

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Tudo o que fazes por uma criança, ela fará pela sociedade

Karl Menninger

 


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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016

Frases de Joseph Loubert no Facebook - As crianças precisam de modelos mas do que precisam de críticas

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As  crianças precisam de modelos mas do que precisam de críticas

Joseph Loubert

 


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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

Frases de Pitágoras no Facebook - Educai as crianças e não será preciso castigar os homens

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Educai as crianças e não será preciso castigar os homens

Pitágoras

 


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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

Frases do Facebook - As crianças devem ser ensinadas a pensar, não a repetir

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As crianças devem ser ensinadas a pensar, não a repetir

 


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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

Frases do Facebook - É mais fácil construir crianças fortes do que consertar homens quebrados

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É mais fácil construir crianças fortes do que consertar homens quebrados

 


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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

Frases de Jessica del Carmen Perez no Facebook - As crianças especiais, são diferentes nos seus voos, mas são iguais no seu direito a voar

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As crianças especiais, como as aves, são diferentes em seus voos, todas, no entanto, são iguais noseu direito a voar

 

Jessica del Carmen Perez

 


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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

PHDA - o primeiro passo deve ser a aceitação

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o primeiro passo deve ser a aceitação

e de que a culpa nãoé dos pais, nem de ninguém.

Não foi por falta deatenção ou falhas de educação

 

Para melhorentendimento é essencial informar-se mais sobre o PHDA

 

www.dah-a.com

 


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18 NOVEMBRO | DIA EUROPEU SOBRE A PROTEÇÃO DE CRIANÇAS CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL E O ABUSO SEXUAL

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18 NOVEMBRO | DIA EUROPEU SOBRE A PROTEÇÃO DE CRIANÇAS CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL E O ABUSO SEXUAL

 

De acordo com as estatísticas oficiais da justiça portuguesa, temos assistido a um aumento crescente dos crimes de abuso sexual contra crianças, investigados pela polícia. Em 2015 foram reportados 1.044 crimes. Este fenómeno tem o mesmo nível de crescimento na Europa. Só em 2014 foram investigados 112.961 crimes de violência sexual contra menores, mais 11.197 do que em 2013.

A violência sexual contra crianças e jovens é um flagelo que tem prevalecido na nossa sociedade com implicações profundas na saúde física e psicológica das crianças, não só no momento dos abusos, mas afetando todo o seu processo de vida. Acreditamos que este número crescente se deve a uma realidade obscura de cifras negras, situações e abusos que são remetidos ao silêncio e que não chegam a ser investigados. Uma das formas mais preocupantes desta violência é a que acontece no seio da família, sabendo-se que os agressores são, normalmente, um familiar ou conhecido da criança. Este facto contribui para o silenciamento dos casos, e para a não apresentação de queixa junto das autoridades ou o pedido de apoio.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, na sua missão diária de apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima, tem mantido o apoio a crianças e jovens vítimas de violência, em todas as suas formas como uma das prioridades.

Desde janeiro de 2016, ao abrigo do projeto CARE, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, foi iniciada a atividade de uma rede de apoio especializado a crianças e jovens vítimas de violência sexual. Até Novembro de 2016, cerca de 170 crianças e jovens já foram ou estão a ser apoiadas. Os/as Técnicos/as de Apoio à Vítima da Rede CARE ouvem e percebem as necessidades de quem é vítima, ajudando as crianças e jovens a lidar com as consequências provocadas pelo crime nas suas vidas. A Rede CARE trabalha para que as vítimas possam superar o impacto do crime, ajudando a minimizar as consequências mais diretas do crime, mas também no confronto com dificuldades jurídicas, sociais e práticas que possam surgir e promovendo o acesso aos seus direitos enquanto vítimas de crime.

A violência sexual contra crianças e jovens é um crime grave, com impacto para a toda a sociedade. Não remeta ao silêncio algo que não deve ser silenciado

 

Retirado de APAV


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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016

Frases do Facebook - Não existem crianças difíceis, o difícil é ser criança num mundo de gente cansada, ocupada, sem paciência e com pressa

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Não existem crianças difíceis, o difícil é ser criança num mundo de gente cansada, ocupada, sem paciência e com pressa

 

No existe niño dificil, lo dificil es ser niño en este mundo de gente cansada, ocupada, si paciencia e con prisa

 


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Leandro Karnal - “Uma Criança Mimada Será Um Adulto Infeliz”

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“‘Somos uma civilização de mimados’ – Esta expressão é de autoria do professor Pondé – e é a ideia de que nós, especialmente as classes média e alta, nunca tivemos tantos privilégios, tão pouca noção de espaço e de limite. É comum a geração presente sempre dizer que a anterior era a verdadeira geração e que esta é uma geração degenerada – isso é só sinal de idade – sinal de que estamos envelhecendo.

A grande questão é que não está mais na nossa pauta a ideia do sacrifício (…), aquela questão de que qualquer vitória vem de um sacrifício. Nós achamos, por exemplo, que as crianças não devem ser traumatizadas – e Freud nos ensinou que sem trauma não há crescimento. Ou seja, que eu me dirija para o crescimento a partir de traumas. A ideia de que a criança não pode sofrer nada, que ela não pode ser contrariada é que faz de nós a civilização mais mimada do que jamais fomos. 

Eu só lamento ser de uma geração que, quando eu era aluno, meus professores sempre tinham razão independente se eles erravam e eu estava certo. Porque os meus pais o Sistema sempre apoiavam os professores e lamento hoje ser professor num Sistema onde o aluno sempre tem razão e eu nunca. Então eu não tive nenhum bom momento. Eu poderia ter sido professor há cinquenta anos ou aluno hoje, mas eu peguei o pior de dois mundos. Absolutamente o pior.

Eu acho que nós superamos alguns defeitos do passado, por exemplo, punição física de crianças que é inadmissível – uma violência, não apenas prevista como crime ou contravenção – mas também porque é errado você praticar violência física contra alguém que não possa se defender.

Mas a ideia de corrigir, estabelecer limites e não ceder a manha e ao mimo, é uma ideia que nos faz muita falta. E não digo porque eu, como professor, posso sofrer o produto final dessa falta de limites,mas é porque eu acho que uma pessoa mimada é muito infeliz. Acho que a primeira vítima de criança mimada é ela mesma. Porque sendo mimada ela nunca terá tudo que ela acha que merece e assim será um adulto infeliz, pois nunca teve a ideia de ser enfrentada e como a vida enfrenta muito, ela será infeliz.

Eu diria que nós devemos estabelecer limites e regras, não exatamente porque é bom ou ruim para os pais, mas por uma questão profunda de atenção aos filhos e aos alunos. Porque eles serão infelizes se eles forem assim (mimados)”. Leandro Karnal

Este texto é a transcrição literal da fala do professor Leandro Karnal neste vídeo:

 

 

 

Retirado de Portal Raizes

 


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Domingo, 25 de Setembro de 2016

Frases do Facebook - Crianças não precisam de presentes caros, precisam de pais presentes

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Crianças não precisam de presentes caros, precisam de pais presentes e isso nenhum dinheiro paga

 


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Domingo, 11 de Setembro de 2016

Frases do Facebook - Crianças que se relacionam com avós, serão adultos muito mais felizes

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Crianças que se relacionam com avós, serão adultos muito mais felizes

 


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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016

Em Louvor das Crianças - Eugénio de Andrade

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Em Louvor das Crianças

 

Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia. Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo, e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso.


A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.


O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.

Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'


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Sábado, 13 de Agosto de 2016

Gordon Neufeld no Facebook - Crianças aprendem melhor quando gostam do seu professor e sabem que ele gosta delas

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Crianças aprendem melhor quando gostam do seu professor e sabem que ele gosta delas

Gordon Neufeld

 


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Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

Rubem Alves no Facebook - As crianças não têm ideias religiosas, mas têm experiências místicas

Crianças

 

"As crianças não têm ideias religiosas, 
mas têm experiências místicas. 
Experiência mística não é ver seres de outro mundo.
É ver este mundo iluminado pela beleza."

Rubem Alves

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Terça-feira, 31 de Maio de 2016

Humor no Facebook - Psicólogo

Psicologo

 

Psicólogo


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Segunda-feira, 16 de Maio de 2016

Frases do Facebook - se não dedicas tempo a educar os teus filhos, não pretendas que outros o façam por ti

dedicar

 

se não dedicas tempo a educar  os teus filhos, não pretendas que outros o façam por ti


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Mia Couto no Facebook - Quem é cego para o futuro vive sem sonhos

futuro

 

Quem é cego para o futuro vive sem sonhos

Mia Couto


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Sábado, 30 de Abril de 2016

Frases do Facebook - Vale mais a felicidade do que o orgulho

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Já reparou que as crianças quando brigam, sempre voltam a brincar juntas?

É porque vale mais a felicidade do que o orgulho

 


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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016

Frases do Facebook - Ninguém nasce racista, são os adultos que ensinam isso

Racista

 

Ninguém nasce racista, são os adultos que ensinam isso


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Terça-feira, 29 de Março de 2016

Eduardo Sá - É fácil estragar um filho

Eduardo Sá

 

Não é verdade que as crianças deviam vir equipadas com manual de instruções. Mas também não acredito que, apesar desse desabafo ter virado moda, os pais – os bons pais, claro – ganhassem o que quer que fosse se isso se desse assim. E se as crianças viessem equipadas com manual de instruções? Os pais adormeciam para o “equipamento de base” indispensável de que dispõem para serem bons pais: o sexto sentido (que é uma espécie de instinto de adivinhar, que os habilita para ler as meias-palavras, as entrelinhas e os silêncios dos filhos), o bom senso (que os leva, antes de esgotarem as suas quotas de parvoíce, a chegar “num pulo” ao sentido de justiça) e o coração grande (e a cabeça quente) com que se vai da ternura, ao carinho e à bondade.

 

Os pais não precisam, portanto, de um manual de instruções para serem bons pais! Por mais que menos irmãos, menos sobrinhos e menos afilhados, no seu crescimento, representem menos oportunidades para apanharem o jeito de ler e de legendar as manhas, as manias e o jeito de amar (imenso mas desengonçado) de todas as crianças. E não precisam dele mesmo que menos crianças a nascer não pressuponha mais oportunidades para serem melhores pais. Os pais precisam, isso sim, de se aventurar pelas suas experiências de filhos e de ser tagarelas, todos os dias, com essas memórias, de mansinho. Mesmo que, amassados por elas, às vezes o coração se feche e dê um nó e desse modo eles descubram que há pessoas que até quando choram são bonitas.

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! E, muito menos, de serem – pai e mãe – concertados nas opiniões que têm acerca dos comportamentos e dos trejeitos das crianças. É, portanto, mentira que os bons pais para serem irrepreensíveis como pais, estejam proibidos de discordar ou de discutir. E, muito menos (por mais ternurenta que seja a convicção profunda com que o afirmam) que jamais se possam desautorizar um à frente do outro – e ambos “nas barbas” duma criança – como se ela, sempre que sente o olhar dos dois em rota de colisão, não descortinasse nas suas testas “luzinhas” de cores contraditórias a acender e a apagar. Sempre que os pais se juntam num só erro cada um é para o outro o manual de instruções que lhe faz falta!

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! Porque isso talvez os leve a querer serem exemplares. Ou irrepreensíveis. Ou bem comportados. Ou aprumados. Ou atilados, até... Sempre que exigem ser mais ou menos perfeitos falta-lhes, isso sim, um bocadinho de alma e de insolência no coração para que, em cada uma das suas hesitações, encontrem o fio da meada dum novo manual de instruções. É bom, por isso, que (no meio duma birra de pais) eles “fervam em pouca água!”. Ou que tenham o coração ao pé da boca. Ou, sempre que se enfurecem, digam o que querem e o que não querem. As crianças não tiram os pais do sério: devolvem-nos ao sério! Afinal, sempre que erram muitas vezes, as crianças não deixam que os pais fiquem sempre presos ao mesmo erro!

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! Porque isso talvez os levasse a ignorar que, depois das crianças, os melhores manuais de instruções de que dispõem são a sua própria infância e os pais que eles tiveram. Mas serão os pais... bons filhos? Não no sentido de dizerem sim a todos os caprichos dos seus pais, a nunca os contrariarem ou a serem uma espécie de seus “oficiais às suas ordens”, mas de lhes darem colo e carinho, de falarem por eles (mesmo quando se trata de se aventurarem pelos seus silêncios), ou de exigirem ser escutados (em vez de se ficarem por mais um: “ele não vai entender”)? Serão os pais bons filhos, quando se trata se reconhecerem nos seus próprios pais a sabedoria que faz com que eles sejam, para sempre, a sua “entidade reguladora”, e não vacilando, sequer, mal eles ameaçam desistir, os proíbem de começar a morrer? Será a maioria dos pais bons filhos? Não! E será que podemos ser bons pais e maus filhos, ao mesmo tempo? Também não! Sendo assim, há um manual de instruções escondido na maneira com que os pais se resgatam para que sejam, hoje, pelos seus seus gestos, os filhos que desejaram toda a vida vir a ser: para serem bons pais, não precisam de manuais; basta que se sejam bons filhos!

 

Em resumo, é fácil estragar um filho: eduque-o com um manual de instruções! Daqueles que acham que a escola é mais importante que a família, que brincar vale menos que aprender, e que as histórias, ao pé dos algarismos estão sempre a mais. Ou daqueles que se alarmam sempre que as crianças “falam pelos cotovelos” ou fazem tudo para não perderem a “língua de perguntador”. Ou de outros, ainda, que recomendam que as crianças só devem ser repreendidas sempre que aceitam ser contrariadas. É fácil estragar um filho. A fórmula para isso será mais ou menos assim: quanto mais manuais, piores pais!

 

Mas se os quiser ignorar, não perca de vista que os pais não precisam de um manual de instruções! Porque isso pressupõe que por trás duma criança há sempre uma dor de cabeça, e que eles, para que sejam especiais, terão de ser pais-aspirina. É, portanto, indispensável que os pais errem! Muitas vezes! E que, de problema em problema, casem errar com aprender.

 

Assim, talvez os pais nunca percam de vista que os melhores manuais sobre as crianças são os erros. Dos pais!

 

Eduardo Sá

 

Retirado de Pais e Filhos


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Segunda-feira, 14 de Março de 2016

Mundos de Vida - Nós podemos

Mundos de vida nós podemos

 

 

 

NÓS PODEMOS!

O que não podemos é ficar indiferentes perante as desculpas que são dadas, há 22 anos, pelos organismos nacionais, para justificar a realidade em que vivem milhares de “crianças invisíveis”, em Portugal. 


Na realidade, 8.142 crianças, no nosso país, vivem em instituições, representando mais de 95% das crianças separadas dos seus pais.

Com um povo tão solidário como o português, nós podemos fazer tão bem ou melhor do que os outros países europeus, onde a solução para essas crianças é maioritariamente o acolhimento familiar, enquanto não podem regressar aos seus pais ou ser adotadas.

A situação destas milhares de crianças, de quem quase ninguém fala, mancha a imagem de Portugal. 

A própria Comissão Europeia fez uma recomendação, onde pede a Portugal para diminuir a institucionalização de crianças e promover o acolhimento familiar.

RECOMENDAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA A PORTUGAL
(Publicada no Jornal Oficial das Comunidades)
em 20 de fevereiro de 2013

DIZ O SEGUINTE:

“Fazer com que a pobreza NUNCA SEJA a única justificação para subtrair uma criança à sua família; procurar fazer com que as crianças possam permanecer junto dos pais, ou regressar para junto deles, ao suprir, por exemplo, as carências materiais da família"; 

"Prever filtros adequados com o objetivo de EVITAR CONFIAR crianças a instituições e prever o reexame regular dos casos de institucionalização"; 

"PÔR TERMO à multiplicação das instituições destinadas a crianças privadas de cuidados parentais, privilegiando soluções de qualidade no âmbito de estruturas de proximidade e junto de famílias de acolhimento, tendo em conta a voz das crianças".

Faça parte da causa: “Uma criança tem direito a crescer numa família”, ajudando a MUNDOS DE VIDA a continuar a alargar o seu programa de acolhimento familiar PROCURAM-SE ABRAÇOS”. 


Este ano, estamos a trabalhar em 11 concelhos dos distritos de Braga e do Porto mas queremos chegar mais longe.


Ate hoje, já acolhemos mais de 90 crianças em famílias de acolhimento de qualidade (que gostam de educar crianças, positivas, com sentido de humor, estáveis e que sabem respeitar a história da criança, olhando para o futuro). Precisamos de mais.

Passo a passo, família a família, criança a criança, abraço a abraço, vamos, com a sua ajuda (falando e agindo por esta causa), mudar a realidade e fazer a diferença na vida das crianças do nosso país.

www.mundosdevida.pt 


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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016

O mundo em que vivemos

Real Men

 

 

Assinem esta petição para que sejam encontradas as mais de 200 estudantes nigerianas que foram raptadas. Não podemos ficar indiferentes à situação que se vive na Nigéria.
https://www.change.org/BringBackOurGirls


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O mundo em que vivemos

Bring Back Our Girls

 

Bring Back Our Girls 


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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

João Labrincha - Se for pelas crianças, pode ser. Pelos homossexuais, valha-nos deus, nem pensar

Texto de João Labrincha

 

Se for pelas crianças, pode ser. Pelos homossexuais, valha-nos deus, nem pensar

 

Eu sou intolerante com a intolerância: é tempo de apontar os dedos a quem atenta contra o direito constitucional (e humano) da igualdade.

 

A filósofa Hannah Arendt explica que, quando as elites pensantes (e nestas incluo os nossos deputados - mas não todos) têm atitudes autoritárias ou discriminatórias, logo os fascistazinhos de esquina se sentem legitimados a sair da toca. Envergam a espada ideológica de uma suposta cruzada em nome da sociedade que, dizem, desmoronará caso o superior interesse da criança seja maculado pela proximidade de alguém com uma orientação não-heterossexual. Agem segundo o que acreditam ser o seu dever, cumprindo ordens superiores (divinas, em algumas das suas alucinações pseudo-religiosas), movidos pelo desejo de ascender na carreira profissional-política, como o jota Hugo Soares ou, simplesmente, por desejarem notoriedade na comunicação social ou no seu bairro. A isto chama-lhe banalização do mal.

 

Educação moralista, machista e católica

Acredito que algumas pessoas o façam pela educação moralista, machista e católica que tiveram. Mas também é essa educação o motivo que leva alguns homens a espancar as esposas e namoradas porque se atreveram a colocar um pé fora de casa ou porque trocaram um olhar com outra pessoa. Devemos desculpabiliza-los? Nunca! Eu sou intolerante com a intolerância: é tempo de apontar os dedos a quem atenta contra o direito constitucional (e humano) da igualdade. Porque a teoria de que se é mais democrático por aceitar atos e ditos anti-democráticos ou fascistas é isso mesmo: fascista.

 

Por isso, quando vejo argumentações como a de que a possibilidade de coadoção em famílias homoafetivas não serve exclusivamente para defender as crianças mas que tem o “pecado” de reconhecer direitos a homossexuais, como se tal fosse uma coisa negativa, não posso deixar de me indignar. Sim, serviria para proteger as crianças e, sim, serviria para colocar os homossexuais portugueses ao lado de todos os outros na Europa Ocidental e noutros países democráticos do Mundo. Em pé de igualdade com as outras pessoas, independentemente da sua orientação sexual.

 

Pugnar pelos Direitos Humanos, de adultos ou de crianças, não deveria ser um problema. Deveria ser um orgulho e um ato diário, com as nossas famílias, nas escolas ou locais de trabalho.

 

Desta vez não passou a legislação que permitia o reconhecimento da dignidade de famílias que já existem de facto, por muito poucos votos no Parlamento. E assim permanecemos ao lado de países como a Rússia, o Uganda e a China ao não permitir que, por exemplo, os filhos herdem bens, ou que pais e mães de toda uma vida não possam assumir as responsabilidades parentais em caso de morte do outro cônjuge. O que continuará a acontecer é, portanto, a possibilidade de crianças que já têm uma família poderem, de um momento para o outro, perde-la e serem entregues a familiares longínquos ou até a instituições sociais. E, nos adultos, a manutenção de uma discriminação legal que insulta, descredibiliza e acusa pessoas de não terem dignidade para serem responsáveis por cuidar de crianças – de que sempre cuidaram - apenas porque têm uma orientação não-heterossexual. Prejudicar seres humanos, sejam crianças ou adultos, com base numa suposta superioridade moral imaculada dos heterossexuais é, para mim, extremamente desumano.

 

Texto de João Labrincha 

retirado do P3


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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

Removed - A história de uma adopção

 

 

We made ReMoved with the desire that it would be used to serve in bringing awareness, encourage, and be useful in foster parent training, and raising up foster parents. .
If you would like to use the film for any of these reasons, the answer is yes.
If you need a downloadable version, you can download it here:
vimeo.com/ondemand/removed

Originally created for the 168 Film Festival, ReMoved follows the emotional story through the eyes of a young girl taken from her home and placed into foster care.

After winning Best Film and Audience Choice at the 168 Film Festival, as well as winning Best Film at the Enfoque Film Festival and being an official selection at the Santa Barbara Independent Film Festival, we're extremely excited to share ReMoved online.

"It would be impossible to fully understand the life and emotions of a child going through the foster care system, but this short narrative film portrays that saga in a poetic light, with brushes of fear, anger, sadness, and a tiny bit of hope." -Santa Barbara Independent

This short film wouldn't be possible without the help of some of my incredible friends.
First, my wife, who schemed this project up with me, and was willing to do me the huge favor of writing and producing it. Without her partnership, this would not have happened, and definitely would not have been such a fun process. We were inspired to create this film while in foster parent training.

And then of course Tony Cruz. I asked him early on if he'd be willing to tackle this with me. I wasn't sure if I was really going to pursue it unless he said yes. He graciously agreed and was, to me, a huge source of confidence in knowing this project would turn out well. He and i discussed everything during the pre-production, and i counted on his creative mind to keep me on the right path. He even persuaded another key creative on the project, Greg Pickard, to join us. On Set Tony was my right hand man. On set, if I just wasn't feeling it, I had the trust in him to be able to just hand the scene off to him and know he would make it work. And he stepped in plenty of times when i just needed a break, or a separate perspective. Some of the best moments in the film are of his doing. Go check him out at tonycruz.co

We were very fortunate with Abby White, the young actress. Without her we wouldn't have a film. 

Her parents were so amazing as well. I don't think they anticipated how much involvement it would take on their end, but they stuck with it the whole way. Abby's dad, Andy White from Good Times Guitar, even recorded Abby's Voice Over for us in his studio.


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Eduardo Sá - 21 receitas para pôr regras no seu filho

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1. As crianças necessitam de regras − coerentes, constantes e claras − sejam elas trazidas pela mãe ou pelo pai.

2. As regras da mãe e do pai, para serem saudáveis, não podem ser (milimetricamente) iguais. Precisam de zonas de tensão, climas duma certa aragenzinha do género: “Querem lá ver que me está a desautorizar...” e de muita manha das crianças: quer quando falam para dentro e, duma forma angélica, presumem que se o pai não disse que não (mesmo que não tenha conseguido discernir a pergunta) é porque está de acordo com ela, quer quando dizem à mãe (tipo cachorro abandonado): “Eu queria uma coisa... mas tu não vais deixar...” (que, depois de repetida três vezes, faz com que qualquer mãe diga “Sim!!!!!!” seja ao que for). Para serem saudáveis, as regras da mãe e do pai não têm que ser um exemplo de unicidade. Precisamente, unicamente, de encontrar nos gestos de um e do outro um mínimo denominador comum.

3. As regras dos pais, ao pé das dos avós, têm sempre “voto de qualidade”. Que as regras dos avós sejam açucaradas é bom; até porque traz contraditório a alguns excessos dos pais. Que em presença de um dos pais, valham as regras dos avós, não há melhor incentivo à confusão.

4. Para as regras dos pais serem apuradas, eles precisam de esgotar, de vez em quando, as quotas de parvoíce a que todas as pessoas têm direito. Pais que nunca se enganam podem ter como aspiração ser bons governantes... Mas são maus pais.

5. Todos os pais, de coração grande, têm (por isso mesmo) a cabeça quente. Exageram, portanto, algumas vezes. Mesmo quando, duma forma ternurenta, mandam as crianças de quarentena para o quarto para pensarem nas asneiras que fizeram (que, à escala do crime económico, vale tanto como desterrar um infrator nas Ilhas Caimão para reconsiderar sobre tudo aquilo que subtraiu à margem da Lei).

6. As regras não se explicam, não se negoceiam nem se justificam. Muito menos, constantemente. Explicação será exceção. A baliza de referência para todas as regras serão os comportamentos dos pais: não é credível que os pais exijam aquilo que eles próprios, um com o outro ou com terceiros, não façam, regularmente.

7. As regras exigem-se. Não se solicitam. E essa exigência deve fazer-se de forma firme e serena.

8. Às regras não se pode chegar depois de muitas ameaças, admoestações ou avisos. E, muito menos, com decibéis em excesso ou na companhia dum olhar assustado por parte dos pais. Se fosse assim, os pais exigiriam serenidade e bom senso com a boca e alarmismo, inflamação e ira, com o seu olhar (ora hostil ora assustado). E, num caso desses, as crianças assustar-se-iam e, em função disso, tenderiam a reagir como um animal encurralado...

9. Autoridade é um exercício de bondade. Exercê-la a medo é pedir desculpa por ser bondoso.

10. Depois duma criança ser avisada duas vezes, as regras dos pais têm de se cumprir. Isto é, têm mesmo de ser levadas a efeito. Ora, se os pais avisam e não cumprem, se avisam e reagem a uma falha com mais avisos, ou se avisam e, de seguida, são desmedidos no exercício da sua justiça, tudo fica confuso e inconsequente.

11. Os pais não podem zangar-se como quem promove pagamentos por conta. Na versão do velho Oeste isso significaria: dispara primeiro e pergunta depois. Isto é: não podem zangar-se por antecipação, na esperança de que isso promova a justiça. E não podem, diante duma mesma infração, hoje, zangarem-se e, amanhã, nem por isso. Porque, ao acumularem zanga, deixam passar situações que precisariam de ser claramente repreendidas para que reajam, mais tarde, diante doutras quase insignificantes. À escala da política tributária, isso significaria zangas com juros de mora. E ninguém consegue ser justo cobrando juros sobre juros a quem quer que seja...

12. Sempre que os pais se sentem muito magoados diante dum qualquer ato dum filho, estão proibidos de reagir num impulso. É melhor parecerem vacilar em tempo real e, depois da mãe e do pai conferenciarem, mais logo, ao jantar, a coima ser clara e inequívoca.

13. A regra será: sempre que o comportamento dos filhos magoe os pais eles estão obrigados a reagir. Sempre! Magoar os pais e não ter − numa repreensão, num castigo, ou numa palmada no rabo, excecional − uma forma de sinalizar o mal que se faz aos pais, através, da dor, como um interdito, é acarinhá-lo, por omissão. No entanto, nenhuma criança se torna má sem que os pais - por aflição, por exemplo - não promovam, sem querer, várias maldades. 

14. Atribuir-se a culpa dos atos duma criança ao outro dos pais ou aos avós, por exemplo, é uma forma de fugir à responsabilidade. Em caso de dúvida em relação às regras da mãe e do pai, ou dos pais e dos avós, todas as crianças elevam a fasquia das asneiras, na ânsia de verem os pais, sempre que elas passam por um nível seguinte, a conseguirem ser justos.

15. Diante das asneiras das crianças, vale pouco que os pais abusem nos castigos. Se os castigos forem ocasionais e adequados à infração, nada se perde. Se forem desmedidos ou repetidos são insensatos. Na verdade, sempre que os pais dominam a situação, em tempo real, os castigos deixam de ser precisos logo que os pais passam de verde para amarelo.

16. Se os pais exercem a autoridade a medo, assustam. Pais assustados, tornam as crianças assustadiças. Isto é, capazes de reagir de forma desafiante sempre que se sentem encurraladas entre os seus medos e os medos dos pais.

17. Se os pais exercem a autoridade de forma pesada e deprimida, assustam, também. Porque à tristeza contida dos pais chama-se hostilidade. E essa hostilidade, associada a um ralhete, onera uma repreensão com sobretaxas que se tornam enigmáticas (e injustas) para as crianças.

18. Se os pais, em vez de se zangarem, ameaçam que ficam tristes, estão a dizer às crianças que elas os magoam (e isso, regra geral, elas já sabem). E, claro, que são de porcelana, quando se trata de as proteger e reagir. Pais deprimidos são, por isso mesmo, mais abandónicos do que parecem. São amigos do queixume, mas pouco pais, portanto.

19. Se os pais não se zangam mas amuam, estão a fazer duma família uma escola de rancores. Rancor é ressentimento e ira, numa relação de dois em um. E isso torna os pais mais assustadores do que quando se esganiçam e exageram.

20. Por tudo isto, é claro que por trás duma criança difícil está um adulto em dificuldades. Mas por trás duma outra exemplar estão pais mais ou menos tirânicos. Da mesma forma, por trás duma criança certinha está alguém mais ou menos assustado que, por exigências exageradas, ainda não pôde experimentar que a função fundamental dum filho é pôr problemas aos pais.

21. A autoridade é um exercício de bondade. Aceita-se quando nos chega pela mão de quem nos ama ou das pessoas que admiramos. Mesmo que as crianças, num primeiro momento, a desafiem, que é uma forma de, por cada não (“não me doeu”, “não ouvi”, e assim sucessivamente) afirmarem (que ela só tem sentido) duas vezes. Seja como for, a autoridade pressupõe sabedoria, bondade e sentido de justiça. E nenhuma criança, nenhuma mesmo, a rejeita. Mesmo que ela chegue mediada por alguma dor. Ninguém aprende sem alguma dor. 
Como eu gosto dizer, a dor é o sal da sabedoria.

 

Eduardo Sá

 

retirado de Pais e Filhos


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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015

20 coisas que os nossos pais nunca nos disseram

inesperado.org - 20 coisas

 

Um dia fomos crianças adoráveis com pele macia e bochechas redondas.Um dia fomos jovens com amigos, estudos e férias intermináveis.


Um dia fomos adultos e não estávamos nada preparados para isso. Dava jeito que os crescidos nos tivessem preparado para algumas coisas que íamos encontrar, porque assim talvez a vida fosse mais fácil. Aqui fica uma lista de 20 coisas – pouco ou muito importantes – que eles não nos disseram:

 

1. Trabalhar dá trabalho. Estudar dá trabalho. Fazer uma coisa bem feita dá trabalho.

 

2. É estúpido tentar agradar a toda a gente. É impossível forçar alguém a gostar de nós, muito menos com frases feitas e poses estudadas.

 

3. É impossível não errar. Sempre que fazemos uma coisa nova, vamos começar por fazê-la mal.

 

4. Pôr dentes debaixo da almofada não dá dinheiro. O dinheiro custa a ganhar – ainda mais do que perder dentes – mas desaparece num instante.

 

5. Ter medo é normal. Não há problema em sentir medo, desde que façamos o que temos a fazer, apesar do medo.

 

6. Não há famílias perfeitas. Cada família é funcional e disfuncional de uma forma única.

 

7. Não há pessoas perfeitas. Se alguém que admirávamos nos desilude, é porque estávamos iludidos.

 

8. Somos mais do que as coisas que fazemos. É possível ter feito asneirada e continuar a ser boa gente.

 

9. Vamos sofrer. O mundo não é côr-de-rosa, e há coisas que nos vão magoar. Mas não adianta nada preocuparmo-nos com isso.

 

10. Há coisas contagiosas. Como o bocejo, o riso ou o herpes labial.

 

11. As relações não são como nos filmes. Estar casado não é um mar de rosas e ninguém está sempre apaixonado.

 

12. Amar uma pessoa a sério dá muito trabalho. Mas vale a pena.

 

13. O barulho do mar não fica armazenado dentro dos búzios. Nem a água das piscinas é azul.

 

14. Há coisas que não mudam. Há situações e pessoas que não vão mudar, mas a nossa forma de lidar com isso pode sempre mudar.

 

15. Apanhar um escaldão não é sexy. Nem apanhar uma bebedeira. Nem dizer palavrões.

 

16. O mundo real é melhor que o virtual. A internet é simpática mas uma conversa ao vivo é melhor.

 

17. O papel higiénico acaba-se. Tal como todas as coisas que se compram. Só não se acaba o que não tem preço.

 

18. Não se pode acreditar em tudo o que nos dizem. Há quem não faça o que diz, e há quem não diga o que faz.

 

19. Querer estar em todo o lado ao mesmo tempo não é possível. Nem é o que nos faz mais felizes.

 

20. Há listas de bons conselhos que não servem de nada, porque há coisas que só se aprendem se forem vividas.

 

Retirado de Inesperado


publicado por olhar para o mundo às 09:13
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Sábado, 7 de Novembro de 2015

Ricardo Araújo Pereira - Aviso por causa da moral

Ricardo Araújo Pereira

 

Sou mais exigente do que o Estado português no que toca a confiar a guarda de crianças a outras pessoas: interessa-me muito menos o que fazem no quarto do que se são gente decente

 

O meu tio Alfredo era, para sermos rigorosos, um energúmeno. Embebedava-se, batia na minha tia e maltratava os filhos. Só não comentava notícias nas caixas de comentários dos jornais online porque, felizmente, era analfabeto. Mas de resto, em termos de primarismo e de estupidez, era muito completo. No entanto, praticava o tipo de sexualidade que Deus recomenda na Bíblia, pelo que, aos olhos da lei, tinha todas as condições para educar uma criança. Não educaria as minhas, porque eu sou mais exigente do que o Estado português no que toca a confiar a guarda de crianças a outras pessoas: interessa-me muito menos o que fazem no quarto do que se são gente decente. Sou esquisito, bem sei, mas não consigo evitá-lo.

 

Há uns cinco ou seis anos, uma jornalista do Jornal de Notícias perguntou-me se eu preferia que as minhas filhas fossem lésbicas ou sportinguistas. Confesso que já não recordo o contexto histórico em que a questão foi colocada, mas tenho a certeza de que ia ao encontro das inquietações que perturbavam mais profundamente o público leitor daquela altura. Lembro-me, isso sim, de achar que a pergunta era, digamos, parva: pressupunha que aquelas alternativas constituíam os dois destinos mais horrorosos que os nossos filhos podem ter quando, na verdade, são apenas uma característica pessoal normalíssima (no caso do lesbianismo) e uma opção irreflectida (no caso do sportinguismo). Portanto, respondi que preferia que as miúdas fossem lésbicas, uma vez que a homossexualidade não é defeito. Como pai, preocupo-me sobretudo com a felicidade das minhas filhas, e sei que a orientação sexual não impede ninguém de ter uma vida feliz. Já quanto ao sportinguismo, não tenho a certeza.

 

Esta semana, segundo me disseram, outro jornal resolveu recuperar essas minhas declarações, mas omitindo o facto de terem sido proferidas em resposta a uma pergunta. Ao que parece, o jornal titulava apenas: "Preferia que as minhas filhas fossem lésbicas do que sportinguistas". Ora, posta assim, a frase é extremamente ofensiva. Para as lésbicas. Parece que eu, por minha iniciativa, escolhi o lesbianismo como um mal menor. Na verdade, não considero que a homossexualidade seja sequer um mal, quanto mais um mal menor. Mesmo quanto ao sportinguismo, devo dizer que tenho muitos amigos sportinguistas, e estou firmemente convencido de que eles devem poder casar entre si e até adoptar crianças. Fica o esclarecimento.

 

Dito isto, talvez surpreenda o leitor que eu seja a favor do referendo à coadopção por casais do mesmo sexo. De facto, creio que devia haver um referendo à coadopção por casais de todos os tipos. Se, apesar do que diz a ciência, as preferências sexuais dos pais interferem na educação de uma criança, creio que uma sociedade responsável deve esforçar-se por saber mais sobre o assunto. Os cidadãos não devem ficar só pela rama, e descobrir apenas se os pais apreciam manter relações sexuais com elementos do mesmo sexo, ou de sexos diferentes. Precisamos de saber exactamente de que tipo de sexo estamos a falar, com que frequência ocorre, em que locais, quanto tempo dura, e que género de expressões os membros do casal gritam um ao outro. A minha vizinha de cima diz ao marido certas coisas que nenhuma criança devia ouvir.

 

Ricardo Araújo Pereira


Retirado da Visão


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