Sábado, 30 de Setembro de 2017

Frases do Facebook - Os filhos crian-se para partirem, não para ficarem

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Os filhos crian-se para  partirem, não para ficarem. O teu trabalho é formar para que voem com as próprias asas, e mesmo que não queiras, tens que te preparar para isso.

 

“Los hijos se crían para que se vayan, no para que se queden. Tu trabajo es formarlos para que vuelen con alas propias, y aunque no quieras tendrás que prepararte para ello”.

 


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Domingo, 30 de Julho de 2017

Frases do Facebook - Não eduques os teus filhos para que sejam ricos, educa para que sejam felizes

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 Não eduques os teus filhos para que sejam ricos, educa para que sejam felizes, quando crescerem eles vão conhecer o valor das coisas e não o seu preço

No eduques a tus hijos para que sean ricos, edúcalos para que sean felices. Cuando sean grandes, ellos conecerán así el valor de las cosas y no el precio

 


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Terça-feira, 21 de Março de 2017

Frases do Facebook - Quando educamos uma menina educamos uma nação

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Quando educamos uma menina educamos uma nação

 


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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016

Frases de Karl Menninger no Facebook - Tudo o que fazes por uma criança, ela fará pela sociedade

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Tudo o que fazes por uma criança, ela fará pela sociedade

Karl Menninger

 


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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016

Frases de Joseph Loubert no Facebook - As crianças precisam de modelos mas do que precisam de críticas

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As  crianças precisam de modelos mas do que precisam de críticas

Joseph Loubert

 


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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

Frases de Pitágoras no Facebook - Educai as crianças e não será preciso castigar os homens

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Educai as crianças e não será preciso castigar os homens

Pitágoras

 


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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

Frases de Luiz Roberto Prandi no Facebook - A verdadeira educação acontece quando se educa como coração

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A verdadeira educação acontece quando se educa como coração

Luiz Roberto Prandi

 


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Domingo, 4 de Dezembro de 2016

Frases de Paulo Freire no Facebook - Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante

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Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante

Paulo Freire

 


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Sábado, 3 de Dezembro de 2016

Frases de Lola Vasconcelos no Facebook - Qualquer professor ensina a fazer barcos, mas só os melhores ensinam a navegar

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Qualquer professor ensina a fazer barcos, mas só os melhores ensinam  a navegar

Lola Vasconcelos

 


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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

Frases do Facebook - As crianças devem ser ensinadas a pensar, não a repetir

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As crianças devem ser ensinadas a pensar, não a repetir

 


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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

Frases de Jhon Dewey no Facebook - Educação não é uma questão de falar e ouvir, mas um processo activo e construtivo

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Educação não é uma questão de falar e ouvir, mas um processo activo e construtivo

Jhon Dewey 

 


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Sábado, 19 de Novembro de 2016

Recados do Facebook - Aprovar não é aprender

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Aprovar não é aprender

Aprobar no es aprender

 

 


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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

Frases de Maria Montessori no Facebook - Todo o mundo fala da paz, mas ninguém educa para a paz

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Todo o mundo fala da paz, mas ninguém educa para a paz, educa-se para a concorrência e este é o principio de qualquer guerra, Quando educarmos para a cooperação e a solidariedade, nesse dia estaremos a educar para a paz

 

Todo el  mundo habla de paz, pero nadie educa para la paz, la gente educa para la competencia y  este es el principio de cualquier guerra.

Cuando eduquemos para cooperar y ser solidarios unos com otros, ese dia estaremos educando para la paz

 

Maria Montessori 

 

 


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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

Robespierre no Facebook - o segredo da liberdade está em educar as pessoas, o da tirania em deixá-las ignorantes

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o segredo da liberdade está em educar as pessoas, o da tirania em deixá-las ignorantes

 

el secreto de la libertad radica en educar a las personas, el secreto de la tiranía está en mantenerlos ignorantes

 

Robespierre


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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

Frases do Facebook - Para ensinar só precisas de saber, para educar precisas ser

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é mais fácil ensinar que educar , Para ensinar só precisas de saber, para educar precisas ser


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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Inês Teotónio Pereira - Dificuldades de aprendizagem

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 Dificuldades de aprendizagem

 
Da escola chegavam-nos notícias de "falta de interesse", "falta de concentração" porque "é muito distraído" e "trabalha pouco"
 
 

Um dos meus filhos tinha dificuldades de aprendizagem. Começou a ler tarde, dava erros ortográficos, distraía--se com as moscas (literalmente), não decorava coisa alguma e sempre que podia deixava os trabalhos de casa por fazer. Também se esquecia de tudo, era desorganizado, não dava importância aos testes nem percebia o fundamento das avaliações. Não era competitivo e tinha dificuldade em perceber a importância que os pais e os professores dão à escola. Desde cedo que desenhava com pormenor e aos cinco anos já fazia desenhos em perspectiva e com profundidade, mas não tinha paciência para pintar ou para fazer os traços direitos. Um dia, numa luta renhida com as contas de dividir, levantou a cabeça e desabafou: "Gostava de saber o que é que este lápis pensa se ele conseguisse pensar." Foi mais ou menos nessa altura que descobrimos que usava a parede junto da secretária para desenhar enquanto fingia que estudava. Era também talentoso a representar e conseguia inventar uma história interminável a partir de dois palitos. Da escola chegavam-nos notícias de "falta de interesse", "falta de concentração" porque "é muito distraído" e "trabalha pouco". Em casa, nós, pais, pressionávamos, castigávamos e espremíamos a criança cada vez que chegava mais um recado ou mais uma nota. Sobre os talentos pouco lhe dizíamos porque o tempo era escasso e o calendário escolar não dava tréguas: antes do teatro está a Matemática e antes da criatividade está o Português, sentenciávamos.

 

No 4.o ano conheceu os livros do Harry Potter e foi assim que se viciou na leitura. Os erros, esses, persistiam e as notas continuavam a sair esforçadas. A motivação era mínima e a escola continuava a ser um mal necessário na qual passava os dias. O Harry Potter era o seu esconderijo. No 6.o ano chegaram os exames e com eles a possibilidade real de fracassar. Assustou--se com a eventualidade e, ajudado pela maturidade, estudou três semanas seguidas sem levantar cabeça, com horas marcadas para as refeições e com objectivos diários impostos por nós. Conseguiu a melhor nota da escola e da vida dele no exame de Matemática e deixou pais e professores de queixo no chão. Gostou da experiência e ainda mais da sensação. Nunca mais repetiu o resultado, mas as notas nunca mais saíram esforçadas, os trabalhos de casa nunca mais ficaram por fazer e nunca mais se denunciou a sua falta de concentração.

 

Para trás ficou o teatro e do desenho nunca mais ouvimos falar. Diz ele que não desenha bem porque não consegue fazer traços direitos ou imitar paisagens. A comparação com os desenhos fotográficos dos colegas e as classificações suficientes dos professores esfriaram o seu empenho e comprovaram que o seu talento afinal era apenas suficiente. Com a ajuda do tempo acabou por desistir. Dos oito anos da vida escolar do meu filho tiro duas conclusões. A primeira é que durante anos dei mais importância à escola e às considerações dos professores que ao meu filho, dei mais importância às dificuldades denunciadas pelos professores que aos talentos que eu conhecia. Sem saber cavei um fosso de frustrações que aumentava cada vez que chegava uma nota ou um recado, como se cada um deles fosse mais uma prova do seu fracasso (e do meu). Sem querer amolguei-lhe a auto-estima e eduquei-o tendo como referência as pautas escolares.

 

A segunda é que apesar de mim e da escola ele conseguiu. Conseguiu porque quis, porque um dia resolveu querer. As ameaças, as pressões, os castigos e o desespero perante cada má nota não tiveram qualquer efeito positivo, apenas negativo. As dificuldades de aprendizagem são apenas isso, dificuldades. E não querem dizer mais nada sobre os nossos filhos. No dia em que os confundimos com as dificuldades deles, em que olhamos para eles e em vez de crianças vimos problemas de matemática, os nossos filhos facilmente acreditam que são eles próprios os erros e os problemas. E então sim, as dificuldades perpetuam-se e podem ultrapassar em muito o âmbito da escola. A felicidade e o futuro dos nossos filhos não se medem pelo seu desempenho escolar - que mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos trabalho, acaba por se cumprir - mas podem estar comprometidos se nós, pais, os julgarmos e medirmos por isso. O principal problema das dificuldades de aprendizagem é a dificuldade dos pais - não dos filhos - em lidar com elas.

 

Inês Teotónio Pereira

Retirado do I


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Quarta-feira, 8 de Junho de 2016

Vídeo - Rubem Alves, o papel do Professor

 

 

 

Rubem Alves acredita que o papel do professor é ensinar o aluno a pensar provocando a curiosidade da criança ou adolescente

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Domingo, 22 de Maio de 2016

Frases do Facebook - mostre ao seu filho que as atitudes trazem consequências

Filhos

 

mostre ao seu filho que as atitudes trazem consequências

não existe "porque não". é preciso transmitir À criança que certas atitudes são ruíns porque podem magoar alguém ou trazer outros problemas mais tarde


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Segunda-feira, 16 de Maio de 2016

Frases do Facebook - se não dedicas tempo a educar os teus filhos, não pretendas que outros o façam por ti

dedicar

 

se não dedicas tempo a educar  os teus filhos, não pretendas que outros o façam por ti


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Terça-feira, 29 de Março de 2016

Frases do Facebook - Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para que ele seja feliz

Educar

 

 

 Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para que ele seja feliz

Assim ele saberá o valor das coisas e não o seu preço


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Eduardo Sá - É fácil estragar um filho

Eduardo Sá

 

Não é verdade que as crianças deviam vir equipadas com manual de instruções. Mas também não acredito que, apesar desse desabafo ter virado moda, os pais – os bons pais, claro – ganhassem o que quer que fosse se isso se desse assim. E se as crianças viessem equipadas com manual de instruções? Os pais adormeciam para o “equipamento de base” indispensável de que dispõem para serem bons pais: o sexto sentido (que é uma espécie de instinto de adivinhar, que os habilita para ler as meias-palavras, as entrelinhas e os silêncios dos filhos), o bom senso (que os leva, antes de esgotarem as suas quotas de parvoíce, a chegar “num pulo” ao sentido de justiça) e o coração grande (e a cabeça quente) com que se vai da ternura, ao carinho e à bondade.

 

Os pais não precisam, portanto, de um manual de instruções para serem bons pais! Por mais que menos irmãos, menos sobrinhos e menos afilhados, no seu crescimento, representem menos oportunidades para apanharem o jeito de ler e de legendar as manhas, as manias e o jeito de amar (imenso mas desengonçado) de todas as crianças. E não precisam dele mesmo que menos crianças a nascer não pressuponha mais oportunidades para serem melhores pais. Os pais precisam, isso sim, de se aventurar pelas suas experiências de filhos e de ser tagarelas, todos os dias, com essas memórias, de mansinho. Mesmo que, amassados por elas, às vezes o coração se feche e dê um nó e desse modo eles descubram que há pessoas que até quando choram são bonitas.

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! E, muito menos, de serem – pai e mãe – concertados nas opiniões que têm acerca dos comportamentos e dos trejeitos das crianças. É, portanto, mentira que os bons pais para serem irrepreensíveis como pais, estejam proibidos de discordar ou de discutir. E, muito menos (por mais ternurenta que seja a convicção profunda com que o afirmam) que jamais se possam desautorizar um à frente do outro – e ambos “nas barbas” duma criança – como se ela, sempre que sente o olhar dos dois em rota de colisão, não descortinasse nas suas testas “luzinhas” de cores contraditórias a acender e a apagar. Sempre que os pais se juntam num só erro cada um é para o outro o manual de instruções que lhe faz falta!

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! Porque isso talvez os leve a querer serem exemplares. Ou irrepreensíveis. Ou bem comportados. Ou aprumados. Ou atilados, até... Sempre que exigem ser mais ou menos perfeitos falta-lhes, isso sim, um bocadinho de alma e de insolência no coração para que, em cada uma das suas hesitações, encontrem o fio da meada dum novo manual de instruções. É bom, por isso, que (no meio duma birra de pais) eles “fervam em pouca água!”. Ou que tenham o coração ao pé da boca. Ou, sempre que se enfurecem, digam o que querem e o que não querem. As crianças não tiram os pais do sério: devolvem-nos ao sério! Afinal, sempre que erram muitas vezes, as crianças não deixam que os pais fiquem sempre presos ao mesmo erro!

 

Os pais não precisam de um manual de instruções para serem bons pais! Porque isso talvez os levasse a ignorar que, depois das crianças, os melhores manuais de instruções de que dispõem são a sua própria infância e os pais que eles tiveram. Mas serão os pais... bons filhos? Não no sentido de dizerem sim a todos os caprichos dos seus pais, a nunca os contrariarem ou a serem uma espécie de seus “oficiais às suas ordens”, mas de lhes darem colo e carinho, de falarem por eles (mesmo quando se trata de se aventurarem pelos seus silêncios), ou de exigirem ser escutados (em vez de se ficarem por mais um: “ele não vai entender”)? Serão os pais bons filhos, quando se trata se reconhecerem nos seus próprios pais a sabedoria que faz com que eles sejam, para sempre, a sua “entidade reguladora”, e não vacilando, sequer, mal eles ameaçam desistir, os proíbem de começar a morrer? Será a maioria dos pais bons filhos? Não! E será que podemos ser bons pais e maus filhos, ao mesmo tempo? Também não! Sendo assim, há um manual de instruções escondido na maneira com que os pais se resgatam para que sejam, hoje, pelos seus seus gestos, os filhos que desejaram toda a vida vir a ser: para serem bons pais, não precisam de manuais; basta que se sejam bons filhos!

 

Em resumo, é fácil estragar um filho: eduque-o com um manual de instruções! Daqueles que acham que a escola é mais importante que a família, que brincar vale menos que aprender, e que as histórias, ao pé dos algarismos estão sempre a mais. Ou daqueles que se alarmam sempre que as crianças “falam pelos cotovelos” ou fazem tudo para não perderem a “língua de perguntador”. Ou de outros, ainda, que recomendam que as crianças só devem ser repreendidas sempre que aceitam ser contrariadas. É fácil estragar um filho. A fórmula para isso será mais ou menos assim: quanto mais manuais, piores pais!

 

Mas se os quiser ignorar, não perca de vista que os pais não precisam de um manual de instruções! Porque isso pressupõe que por trás duma criança há sempre uma dor de cabeça, e que eles, para que sejam especiais, terão de ser pais-aspirina. É, portanto, indispensável que os pais errem! Muitas vezes! E que, de problema em problema, casem errar com aprender.

 

Assim, talvez os pais nunca percam de vista que os melhores manuais sobre as crianças são os erros. Dos pais!

 

Eduardo Sá

 

Retirado de Pais e Filhos


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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

Eduardo Sá - 21 receitas para pôr regras no seu filho

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1. As crianças necessitam de regras − coerentes, constantes e claras − sejam elas trazidas pela mãe ou pelo pai.

2. As regras da mãe e do pai, para serem saudáveis, não podem ser (milimetricamente) iguais. Precisam de zonas de tensão, climas duma certa aragenzinha do género: “Querem lá ver que me está a desautorizar...” e de muita manha das crianças: quer quando falam para dentro e, duma forma angélica, presumem que se o pai não disse que não (mesmo que não tenha conseguido discernir a pergunta) é porque está de acordo com ela, quer quando dizem à mãe (tipo cachorro abandonado): “Eu queria uma coisa... mas tu não vais deixar...” (que, depois de repetida três vezes, faz com que qualquer mãe diga “Sim!!!!!!” seja ao que for). Para serem saudáveis, as regras da mãe e do pai não têm que ser um exemplo de unicidade. Precisamente, unicamente, de encontrar nos gestos de um e do outro um mínimo denominador comum.

3. As regras dos pais, ao pé das dos avós, têm sempre “voto de qualidade”. Que as regras dos avós sejam açucaradas é bom; até porque traz contraditório a alguns excessos dos pais. Que em presença de um dos pais, valham as regras dos avós, não há melhor incentivo à confusão.

4. Para as regras dos pais serem apuradas, eles precisam de esgotar, de vez em quando, as quotas de parvoíce a que todas as pessoas têm direito. Pais que nunca se enganam podem ter como aspiração ser bons governantes... Mas são maus pais.

5. Todos os pais, de coração grande, têm (por isso mesmo) a cabeça quente. Exageram, portanto, algumas vezes. Mesmo quando, duma forma ternurenta, mandam as crianças de quarentena para o quarto para pensarem nas asneiras que fizeram (que, à escala do crime económico, vale tanto como desterrar um infrator nas Ilhas Caimão para reconsiderar sobre tudo aquilo que subtraiu à margem da Lei).

6. As regras não se explicam, não se negoceiam nem se justificam. Muito menos, constantemente. Explicação será exceção. A baliza de referência para todas as regras serão os comportamentos dos pais: não é credível que os pais exijam aquilo que eles próprios, um com o outro ou com terceiros, não façam, regularmente.

7. As regras exigem-se. Não se solicitam. E essa exigência deve fazer-se de forma firme e serena.

8. Às regras não se pode chegar depois de muitas ameaças, admoestações ou avisos. E, muito menos, com decibéis em excesso ou na companhia dum olhar assustado por parte dos pais. Se fosse assim, os pais exigiriam serenidade e bom senso com a boca e alarmismo, inflamação e ira, com o seu olhar (ora hostil ora assustado). E, num caso desses, as crianças assustar-se-iam e, em função disso, tenderiam a reagir como um animal encurralado...

9. Autoridade é um exercício de bondade. Exercê-la a medo é pedir desculpa por ser bondoso.

10. Depois duma criança ser avisada duas vezes, as regras dos pais têm de se cumprir. Isto é, têm mesmo de ser levadas a efeito. Ora, se os pais avisam e não cumprem, se avisam e reagem a uma falha com mais avisos, ou se avisam e, de seguida, são desmedidos no exercício da sua justiça, tudo fica confuso e inconsequente.

11. Os pais não podem zangar-se como quem promove pagamentos por conta. Na versão do velho Oeste isso significaria: dispara primeiro e pergunta depois. Isto é: não podem zangar-se por antecipação, na esperança de que isso promova a justiça. E não podem, diante duma mesma infração, hoje, zangarem-se e, amanhã, nem por isso. Porque, ao acumularem zanga, deixam passar situações que precisariam de ser claramente repreendidas para que reajam, mais tarde, diante doutras quase insignificantes. À escala da política tributária, isso significaria zangas com juros de mora. E ninguém consegue ser justo cobrando juros sobre juros a quem quer que seja...

12. Sempre que os pais se sentem muito magoados diante dum qualquer ato dum filho, estão proibidos de reagir num impulso. É melhor parecerem vacilar em tempo real e, depois da mãe e do pai conferenciarem, mais logo, ao jantar, a coima ser clara e inequívoca.

13. A regra será: sempre que o comportamento dos filhos magoe os pais eles estão obrigados a reagir. Sempre! Magoar os pais e não ter − numa repreensão, num castigo, ou numa palmada no rabo, excecional − uma forma de sinalizar o mal que se faz aos pais, através, da dor, como um interdito, é acarinhá-lo, por omissão. No entanto, nenhuma criança se torna má sem que os pais - por aflição, por exemplo - não promovam, sem querer, várias maldades. 

14. Atribuir-se a culpa dos atos duma criança ao outro dos pais ou aos avós, por exemplo, é uma forma de fugir à responsabilidade. Em caso de dúvida em relação às regras da mãe e do pai, ou dos pais e dos avós, todas as crianças elevam a fasquia das asneiras, na ânsia de verem os pais, sempre que elas passam por um nível seguinte, a conseguirem ser justos.

15. Diante das asneiras das crianças, vale pouco que os pais abusem nos castigos. Se os castigos forem ocasionais e adequados à infração, nada se perde. Se forem desmedidos ou repetidos são insensatos. Na verdade, sempre que os pais dominam a situação, em tempo real, os castigos deixam de ser precisos logo que os pais passam de verde para amarelo.

16. Se os pais exercem a autoridade a medo, assustam. Pais assustados, tornam as crianças assustadiças. Isto é, capazes de reagir de forma desafiante sempre que se sentem encurraladas entre os seus medos e os medos dos pais.

17. Se os pais exercem a autoridade de forma pesada e deprimida, assustam, também. Porque à tristeza contida dos pais chama-se hostilidade. E essa hostilidade, associada a um ralhete, onera uma repreensão com sobretaxas que se tornam enigmáticas (e injustas) para as crianças.

18. Se os pais, em vez de se zangarem, ameaçam que ficam tristes, estão a dizer às crianças que elas os magoam (e isso, regra geral, elas já sabem). E, claro, que são de porcelana, quando se trata de as proteger e reagir. Pais deprimidos são, por isso mesmo, mais abandónicos do que parecem. São amigos do queixume, mas pouco pais, portanto.

19. Se os pais não se zangam mas amuam, estão a fazer duma família uma escola de rancores. Rancor é ressentimento e ira, numa relação de dois em um. E isso torna os pais mais assustadores do que quando se esganiçam e exageram.

20. Por tudo isto, é claro que por trás duma criança difícil está um adulto em dificuldades. Mas por trás duma outra exemplar estão pais mais ou menos tirânicos. Da mesma forma, por trás duma criança certinha está alguém mais ou menos assustado que, por exigências exageradas, ainda não pôde experimentar que a função fundamental dum filho é pôr problemas aos pais.

21. A autoridade é um exercício de bondade. Aceita-se quando nos chega pela mão de quem nos ama ou das pessoas que admiramos. Mesmo que as crianças, num primeiro momento, a desafiem, que é uma forma de, por cada não (“não me doeu”, “não ouvi”, e assim sucessivamente) afirmarem (que ela só tem sentido) duas vezes. Seja como for, a autoridade pressupõe sabedoria, bondade e sentido de justiça. E nenhuma criança, nenhuma mesmo, a rejeita. Mesmo que ela chegue mediada por alguma dor. Ninguém aprende sem alguma dor. 
Como eu gosto dizer, a dor é o sal da sabedoria.

 

Eduardo Sá

 

retirado de Pais e Filhos


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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015

Frases do Facebook - Todo homem que trata uma mulher como uma princesa, demonstra que foi educado por uma rainha

O Homem que trata a mulher como uma rainha

 

Todo homem que trata uma mulher como uma princesa, demonstra que foi educado por uma rainha


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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015

Frases do Facebook - Se educas um homem, educas um indivíduo, se educas uma mulher, educas uma nação

Educação

 

 

If you educate a man, you educate an individual, but if you educate a woman, you educate a nation

 

Se educas um homem, educas um indivíduo, se educas uma mulher, educas uma nação

 

Provébio africano


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Terça-feira, 14 de Julho de 2015

Frases do Facebook - é mais fácil ensinar que educar, para ensinar precisas de saber, para educar precisas de ser

Ensinar

 

 é mais fácil ensinar que educar, para ensinar precisas de saber, para educar precisas de ser


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Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Frases do Facebook - antes de bater em seu filho considere:

antes de bater em seu filho

 

antes de bater em seu filho considere:

 

Conversar

se acalmar

dar exemplos positivos

 

Não perpetue a violência


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Sábado, 18 de Abril de 2015

Paulo Freire no Facebook - Ninguém nasce professor ou marcado para o ser. Eles formam-se como educadores com a prática permanente e a reflexão sobre o que fazem.

Ninguém nasce professor

 

Ninguém começa a ser professor numa terça-feira às 4 da tarde... Ninguém nasce professor ou marcado para o ser. Eles formam-se como educadores com a prática permanente e a reflexão sobre o que fazem.

Paulo Freire


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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

Frases do Facebook - Educar não é cortar asas e sim orientar o voo

Educar 

 

Educar não é cortar asas e sim orientar o voo


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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Frases do Facebook - quem ama educa

quem ama educa 

 

Quem ama educa


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