Terça-feira, 8 de Agosto de 2017

Fernanda Câncio - Nunca lutes com um porco;

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Nunca lutes com um porco;

ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta. Esta frase, do dramaturgo irlandês Bernard Shaw, encerra em si mais do que o sarcasmo em que ele era exímio: é uma lição de sabedoria política. Mas tem limitações, como todas. Às vezes somos mesmo forçados a lutar com porcos, quando algo muito importante depende disso, quando tem mesmo de ser. A questão é a de saber se chegou a altura de o fazer. Porque o risco é sempre enorme, e não tem nada que ver com coragem, ou falta dela: é que o porco leva-nos uma incomensurável vantagem na porcaria, e é muito difícil terçar, com seriedade, argumentos com alguém apostado em sacar de todos os truques baixos do cardápio, de todas as cartadas do populismo, da demagogia e das falsidades mais abjetas, usar todos os maus sentimentos e toda a ignorância e ingenuidade dos que assistem à refrega no sentido de fazer valer a sua posição.

Gosto tanto desta frase que já a usei para recusar um convite para integrar o painel de um programa de debate na TV. O meu interlocutor não a conhecia e ficou deslumbrado: "Foi a Fernanda que inventou?"

Quem me dera. Mas o ponto da recusa era, precisamente, o de saber que ao participar naquele painel estava não só, do meu ponto de vista, a credibilizar alguém que desprezo como a aceitar que o debate era possível. E não era - nem, sobretudo, havia nele qualquer utilidade.

Lembrei-me dessa conversa quando, em abril, vi, na quinta edição do festival Judaica, o filme Denial/Negação, sobre o processo de difamação que o negacionista do Holocausto David Irving colocou, nos anos 1990, a Deborah Lipstadt, uma historiadora judia americana especialista no processo de eliminação dos judeus levado a cabo pelo regime nazi. Um dos momentos cruciais do filme ocorre no início, quando Lipstadt dá uma conferência sobre o seu livro Negar o Holocausto (1993) e é desafiada por Irving, que está na audiência, a provar que o Holocausto aconteceu. Agarrando num maço de notas, este grita: "Dou mil dólares a quem consiga provar que Hitler ordenou o extermínio dos judeus." Lipstadt recusa debater com ele, limitando-se a pedir que se cale e saia. Ele vangloria-se: "Não quer debater comigo, chama a segurança para me calar." A imagem de Lipstadt como uma cobarde opositora da liberdade de expressão que não tem argumentos para o derrotar fica assim registada em vídeo (Irving levou um cameraman), por mais que esta explique que não debate com quem nega o Holocausto porque a existência do Holocausto não é matéria de opinião.

Como não debaterá, exemplifica, com quem diz que Elvis está vivo.

Mas Lipstadt teve mesmo de se confrontar com Irving, e no lugar de arguida. Teve de aceitar provar, num tribunal, 50 anos depois do Holocausto, que este existiu, e que Irving não só escreveu falsidades como fê-lo conscientemente, com o objetivo de branquear Hitler e de acusar os judeus de inventarem o massacre metódico do seu povo. E, o que é mais incrível ainda, não foi fácil fazê-lo. Mas como, perguntar--se-á. Houve milhões de mortos. Houve julgamentos dos responsáveis. Há campos de concentração mantidos como monumentos, há crematórios, há fotos, há testemunhos. Sim, há (ou havia) testemunhos; mas a equipa de defesa de Lipstadt recusou, e bem, submeter sobreviventes à humilhação de serem questionados por Irving. Restavam as provas puras e duras - e dessas, constata-se com espanto, não havia assim tantas. Os nazis destruíram os crematórios quando abandonaram os campos e nenhuma pessoa saiu das câmaras de gás com vida para contar.

Na libertação dos campos houve, claro, quem documentasse as pilhas de corpos emaciados e o estado dos sobreviventes. Mas não houve uma investigação metódica que recolhesse todos os indícios da chacina - ninguém antecipou, perante aquele pavor, que surgiria a tese de que era tudo mentira. A boa-fé é assim: raramente se precavê contra a má.

O que lembra outra frase famosa atribuída a outro famoso ironista, Mark Twain: "Uma mentira pode dar meia volta ao mundo antes de a verdade ter tempo de calçar os sapatos." Porque a verdade - aqui também no sentido de decência e de complexidade do mundo - é chata e comprida, empalidece e gagueja ante o descaramento da falsidade e da demagogia. Porque a verdade necessita de tempo para desmontar as mentiras, para se demonstrar. Porque ser sério e fundamentado dá muito mais trabalho do que mandar bocas e dizer coisas que vão ao encontro dos estereótipos, dos preconceitos, dos ódios. E agora, ainda por cima, temos o estribilho da "censura do politicamente correto" de cada vez que nos indignamos contra afirmações e posições que põem em causa valores basilares da civilização europeia que julgávamos (et pour cause) inquestionáveis para sempre, como a igualdade e o princípio da não discriminação.

O problema é portanto o de saber quando entrar na liça, se alguma vez.

Quando estamos, ao rebater um demagogo populista, a fazer o que ele mais quer - dar-lhe oxigénio, atenção, fazê-lo conhecido, acicatar a sua possível base de apoio através daquilo que ele qualificará como a "censura" dos "elitistas" e "politicamente corretos" - e quando temos mesmo de o combater. É um dilema terrível, como o fenómeno Trump demonstrou - e os seus imitadores tentam explorar.

 

Fernanda Câncio 

 

Retirado do DN


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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

Deixem-se de histerias - Fernanda Câncio

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Deixem-se de histerias

As pessoas espantam-se com cada coisa. Agora é porque um tribunal superior diz que nas mulheres a atividade sexual serve sobretudo para a procriação, logo depois dos 50 e já tendo parido dois filhos não poder ter sexo não releva grande coisa para efeitos de indemnização por danos, e dá como assente que uma mulher deve cuidar do marido.


Isto no país e na semana em que, reagindo ao caso do homem que em Soure, Coimbra, matou a mulher e uma filha à facada e deixou outra filha ferida, um porta-voz da GNR disse ao DN: "É difícil perceber, ainda para mais quando se atacam os filhos. Pertence ao domínio da psicologia." Ora bem. Se o homem matasse só a mulher seria mais fácil perceber, até porque é o pão nosso de cada dia, a gente já não estranha (só até junho foram 24, uma por semana) - e, como daquele senhor tão engraçado chamado Palito que, estando com pulseira eletrónica por violência contra a ex-mulher foi de caçadeira para a matar e matou a ex-sogra e a irmã dela por se meterem à frente, diziam os populares (as populares, aliás) que o aplaudiram à porta do tribunal, "se fez aquilo alguma razão teria."


Aliás, como nos lembrou nesta mesma semana e neste mesmo país o presidente da Federação das Associações de Ciganos, contestando um projeto parlamentar de criminalização de casamentos forçados (de menores, portanto), o papel da mulher está muito bem definido e o resto são aberrações que podem levar os homens à loucura e o mundo à ruína: "A cigana é preparada para o casamento. As ciganas aprendem a lavar, a coser, a passar a ferro, a fazer tudo. Ao contrário da sociedade maioritária em que a maioria delas nem sabem fritar um ovo. Até se vê mulheres a conduzir um automóvel e os maridos a conduzir carrinhos de bebé. As nossas são 100% femininas, 100% donas de casa."


O mesmo país em que estas declarações passam sem uma única reação institucional de repúdio (fosse um muçulmano a debitá-las, ui), que é o mesmo país em que uma proposta de criminalizar o assédio sexual das mulheres na rua é acolhida com gozo - o argumento predileto é "só as feias não gostam" - e no qual a quebra da natalidade é invariavelmente imputada à "dificuldade de conciliar maternidade e trabalho", é também o mesmo em que uma loja pode apostar, como estratégia de marketing, num cartaz à porta a dizer "homens e cães podem entrar, mulheres não." Fosse "proibida a entrada a negros", "judeus" ou "ciganos", isso sim, era inaceitável, discriminatório, insultuoso. Mas é com mulheres, pá. Qual é o problema de discriminar e insultar as mulheres, que, toda a gente sabe, já não se podem queixar de falta de igualdade? Se calhar queriam valer mais do que os homens, ou ter um estatuto intocável, não? Um bocadinho de sentido de humor, vá. E digam lá se aquele acórdão, bem vistas as coisas, não é a nossa cara.

Fernanda Câncio

retirado do DN


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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

Fernanda Câncio - Éder e os outros

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O português que marcou o golo que fez Portugal vencedor do Euro 2016 esteve anteontem no Jornal da Noite da SIC. Explicou porque é que, mal marcou, correu à desfilada, afastando os camaradas que queriam submergi-lo no triunfo, até se afundar nos braços de um dos técnicos, junto ao banco. Queria ir, disse, festejar com quem estava ali, no lugar onde tinha passado grande parte do campeonato - o de suplente.

 

Era uma das minhas curiosidades desde domingo - como o porquê que, saiba eu, Quaresma ainda não disse sobre ter agarrado assim na cabeça do francês, mais o de ser aquela música dos Xutos o talismã da seleção. São perguntas fáceis. Há outras muito mais difíceis. A primeira é a que me surge ao ver na TV este Éder tão negro herói de um país onde todos os dias os negros, claros ou escuros, ouvem "vai para a tua terra"; um país que nas TV e jornais e em todos os lugares de representação - à exceção dos de atleta - devolve aos portugueses negros a evidência de uma cegueira.

 

Colour blind é a expressão usada em inglês para a feliz capacidade de ver pessoas, não a sua cor. A nossa capacidade como país é oposta: não vemos a invisibilidade dos portugueses negros. Tão cegos somos que, quando Van Dunem tomou posse, houve quem tivesse considerado "racista" o júbilo e a comoção dos que sublinharam ser a primeira vez que temos alguém negro no governo. Oh, é contraditório, dirão, querer afirmar a igualdade sublinhando a diferença. Mas não houve nenhuma luta pela igualdade que não tenha passado por aí. Nenhuma que não faça a pergunta que nesta semana vi num vídeo de uma palestra nos EUA, na qual uma mulher (branca) pergunta a uma plateia branca quantas daquelas pessoas gostariam de ser tratadas como os negros. Os assistentes entreolham-se, embaraçados. E ela conclui: "Ninguém? Quer dizer que sabem que há uma diferença de tratamento e que não a querem para vocês. Mas admitem-na para os outros."

 

No mesmo dia da entrevista de Éder, o The New York Times noticiava um inquérito, efetuado após o homicídio de cinco polícias brancos em Dallas (durante uma manifestação do movimento Black Lives Matter, de protesto contra homicídios de negros por polícias), no qual 69% dos americanos admitem que as relações raciais são geralmente más e estão a ficar piores. 48 anos após a morte de Luther King, quando chega ao fim o segundo mandato do primeiro presidente negro, num país onde há juízes negros, pivôs negros, jornalistas negros, senadores negros - e décadas de discriminação positiva na administração pública -, as coisas estão assim.

 

Podemos olhar para isso e achar que é um problema dos EUA. Ou pensar sobre e concluir que tem de ser também um problema - um problema que nos recusamos a enfrentar, até no facto de não sabermos, por bem intencionado mas perverso impedimento constitucional, quantos portugueses negros há - neste país onde os negros são uma espécie de suplentes, no banco a ver o jogo. À espera de uma oportunidade. Até quando?

 

Fernanda Câncio

 

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Fernanda Cancio - Referendar o horror

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Percebo o horror com que alguns terão visto em maio a aprovação do projeto de lei sobre coadoção em casais do mesmo sexo. Terá sido um choque darem-se conta da existência, entre nós, de casais do mesmo sexo com crianças. É compreensível: são crianças iguais a todas as outras, não andam por aí com uma cruz na testa ou na lapela. Não há notícias de tumultos nas escolas que frequentam, nos prédios e nas ruas onde vivem com a família. Aliás, até há muito pouco tempo, não havia notícias: podia acreditar--se que estas crianças não existem.


Quem se habituou a pensar assim, quem gosta de pensar assim, prefere agarrar-se a essa ideia. É por esse motivo que de cada vez que se fala de coadoção em casais do mesmo sexo - a possibilidade de um dos cônjuges solicitar a um tribunal que lhe permita adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro cônjuge, filho esse que vive com os dois, que é criado pelos dois e chama mãe ou pai aos dois (e que não pode ter mais nenhuma mãe ou pai reconhecido pela lei, porque se tiver a coadoção é interdita) - há quem fale de adoção por casais do mesmo sexo. Conduzir o debate para a possibilidade de adotar, em conjunto, uma criança disponível para tal e até aí sem laços com o casal permite dizer coisas como "as crianças devem ter direito a um pai e a uma mãe"; "a adoção não é um direito dos adultos, é um direito das crianças"; "não sabemos o efeito numa criança de ser criada por dois pais e duas mães, por isso é melhor não arriscar" - etc. Sobretudo, permite fingir que se está a pôr acima de tudo a preocupação com as crianças, quando a intenção é a contrária.


Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir".


Entendamo-nos: as crianças em causa na lei da coadoção nunca vão ter "um pai e uma mãe". Têm duas mães ou dois pais e tê-los-ão sempre - quer a lei lhos reconheça ou não. Não está em causa decidir com quem essas crianças vivem, quem vai educá-las e amá-las e quem elas vão amar. Essa decisão não nos pertence. A nossa opção é entre aceitar e proteger essas famílias ou rejeitá--las e persegui-las. Entre dizer a essas crianças "a tua família é tão boa como as outras" ou "a tua família não presta". Referende-se então isso: "Tem tanto horror aos homossexuais que deseja que a sociedade portuguesa decida em referendo discriminar os filhos deles ou acha que a lei portuguesa deve deixar, o mais depressa possível, de fingir que essas crianças não existem e o Parlamento lhes deve garantir os direitos que lhes faltam?"

 

Fernanda Cancio

 

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Sábado, 7 de Março de 2015

Fernanda Câncio - Deixem-se de histerias

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Deixem-se de histerias

As pessoas espantam-se com cada coisa. Agora é porque um tribunal superior diz que nas mulheres a atividade sexual serve sobretudo para a procriação, logo depois dos 50 e já tendo parido dois filhos não poder ter sexo não releva grande coisa para efeitos de indemnização por danos, e dá como assente que uma mulher deve cuidar do marido.


Isto no país e na semana em que, reagindo ao caso do homem que em Soure, Coimbra, matou a mulher e uma filha à facada e deixou outra filha ferida, um porta-voz da GNR disse ao DN: "É difícil perceber, ainda para mais quando se atacam os filhos. Pertence ao domínio da psicologia." Ora bem. Se o homem matasse só a mulher seria mais fácil perceber, até porque é o pão nosso de cada dia, a gente já não estranha (só até junho foram 24, uma por semana) - e, como daquele senhor tão engraçado chamado Palito que, estando com pulseira eletrónica por violência contra a ex-mulher foi de caçadeira para a matar e matou a ex-sogra e a irmã dela por se meterem à frente, diziam os populares (as populares, aliás) que o aplaudiram à porta do tribunal, "se fez aquilo alguma razão teria."


Aliás, como nos lembrou nesta mesma semana e neste mesmo país o presidente da Federação das Associações de Ciganos, contestando um projeto parlamentar de criminalização de casamentos forçados (de menores, portanto), o papel da mulher está muito bem definido e o resto são aberrações que podem levar os homens à loucura e o mundo à ruína: "A cigana é preparada para o casamento. As ciganas aprendem a lavar, a coser, a passar a ferro, a fazer tudo. Ao contrário da sociedade maioritária em que a maioria delas nem sabem fritar um ovo. Até se vê mulheres a conduzir um automóvel e os maridos a conduzir carrinhos de bebé. As nossas são 100% femininas, 100% donas de casa."


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