Quarta-feira, 3 de Maio de 2017

Frases de José Saramago no Facebook - Como podem homens com deus serem tão maus?

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Perguntaram a Saramago:

- Como podem homens sem deus serem bons?

Ele respondeu:

- Como podem homens com deus serem tão maus?

 


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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

O DOM DE SER MULHER DEPOIS DOS 40 – JOSÉ SARAMAGO

 

Nos encontramos em um momento no qual nos permitimos crescer e curar aquelas feridas e questões que haviam ficado sem resolver na primeira metade da nossa vida.

 

Quantos anos tenho?

 

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

 

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

 

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.

 

E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.

 

Quantos anos tenho?

 

José Saramago

 

Retirado de O Segredo


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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016

Frases de José Saramago no Facebook - Aprendi a não tentar convencer ninguém

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Aprendi a não tentar convencer ninguém

O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colobização do outro

José Saramago


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Terça-feira, 1 de Novembro de 2016

Frases do José Saramago no Facebook - Se tens um coração de ferro, bom proveito

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Se tens um coração de ferro, bom proveito, o meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia

José Saramago

 


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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

José Saramago no Facebook - a vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver

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a vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver

 

José Saramago


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Domingo, 18 de Setembro de 2016

José Saramago no Facebook - Se puderes olhar vê, se puderes ver, repara

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Se puderes olhar vê, se puderes ver, repara

José Saramago

 


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Sábado, 17 de Setembro de 2016

José Saramago no Facebook - Não tenha pressa, mas não perca tempo

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Não tenha pressa, mas não perca tempo

 

José Saramago

 

 


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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

O Destino Desconhece a Linha Recta - José Saramago

 

O Destino Desconhece a Linha Recta

 

O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha recta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada directamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se. Tanto assim que antes de converter Rimbaud em traficante de armas e marfim em Africa, o obrigou a ser poeta em Paris.

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1994)'

 

Retirado de Citador 


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Segunda-feira, 4 de Julho de 2016

José Saramago - A Solidão

 

A Solidão

Ora, a solidão, ainda vai ter de aprender muito para saber o que isso é, Sempre vivi só, Também eu, mas a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz, Você está a tresvariar, tudo quanto menciona está ligado entre si, aí não há nenhuma solidão, Deixemos a árvore, olhe para dentro de si e veja a solidão, Como disse o outro, solitário andar por entre a gente, Pior do que isso, solitário estar onde nem nós próprios estamos. 


José Saramago, in 'O Ano da Morte de Ricardo Reis'


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Sexta-feira, 10 de Junho de 2016

José Saramago no Facebook - Portugal não tem partidos de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem para roubar juntos

Saramago

 

 

Portugal não tem partidos de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem para roubar juntos

José Saramago


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Domingo, 17 de Abril de 2016

José Saramago no Facebook - Que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo

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Que não se tenha pressa,mas que não se perca tempo

José Saramago

 

 


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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016

José Saramago no Facebook - Quero encontrar a ilha desconhecida quero saber quem sou quando nela estiver

Saramago

 

 

Quero encontrar a ilha desconhecida

quero saber quem sou quando nela estiver

José Saramago


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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

José Saramago - O Tempo Vivido

O Tempo Vivido

Para mim, filosoficamente (se posso ter a pretensão de usar tal palavra), o presente não existe. Só o tempo passado é que é tempo «reconhecível» — o tempo que «vem», porque «vai», não se detém, não fica presente. Portanto, para o escritor que eu sou, não se trata de «recuperar» o passado, e muito menos de querer fazer dele lição do presente. O tempo vivido (e apenas ele, do ponto de vista humano, é tempo «de facto») apresenta-se unificado ao nosso entendimento, simultaneamente completo e em crescimento contínuo. Desse tempo que assim se vai acumulando é que somos o produto infalível, não de um inapreensível presente.

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1995)'
 
Retirado de Citador

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

Vídeo - A Maior Flor do Mundo - José Saramago

 

 
 

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

José Saramago no Facebook - A felicidade consiste em dar passos em direcção a si próprio

Felicidade

 

 

 

A felicidade consiste em dar passos em direcção a si próprio

José Saramago


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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2015

José Saramago - O que é Portugal?

 

O que é Portugal?

Que é, ou quem é, Portugal? Uma Cultura? Uma História? Um Adormecido Inquieto? Por que é que, quando se fala de Portugal, sempre hão-de ser invocadas a sua história e a sua cultura? Se estivermos a falar de outro país, a história e a cultura dele só serão chamadas à conversa se forem esses os temas em debate. Talvez que esta necessidade de apelarmos constantemente para a história e para a cultura portuguesas provenha de um certo carácter inconclusivo (não no sentido que sempre será o de um qualquer processo contínuo, mas no sentido de uma permanente «suspensão») que ambas parecem apresentar. Da história de Portugal sempre nos dá vontade de perguntar: porquê? Da cultura portuguesa: para quê? De Portugal, ele próprio: para quando? Ou: até quando? Se estas interrogações não são gratuitas, se, pelo contrário, exprimem, como creio, um sentimento de perplexidade nacional, então os nossos problemas são muito sérios. Como explicar esta «dormência», que é também «inquietude», sem cair em destrutivos negativismos? Como evitar que a «antiga e gloriosa história» continue a servir de derradeira e estéril compensação de todas as nossas frustrações? Como resistir à tentação falaz de sobrevalorizar o que há alguns anos se acreditou ser «uma certa renovação cultural», fazendo dela um álibi ou uma cortina de fumo? Ou chegámos já tão baixo que, depois de termos desistido de explicar-nos, nem nos damos ao trabalho de justificar-nos?

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1995)'

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Sábado, 14 de Novembro de 2015

José Saramago No Facebook - Quem mata em nome de deus converte este num assassino

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Quem mata  em nome de deus converte este num assassino

José Saramago

 


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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

José Saramago - O Mal dos Povos

 

O Mal dos Povos

O mal dos povos, o mal de nós todos, é só aparecermos à luz do dia no carnaval, seja o propriamente dito, seja a revolução. Talvez a solução se encontrasse numa boa e irremovível palavra-de-ordem: povo que desceu à rua, da rua não sai mais. Porque a luta foi sempre entre duas paciências: a do povo e a do poder. A paciência do povo é infinita, e negativa por não ser mais do que isso, ao passo que a paciência do poder, sendo igualmente infinita, apresenta a «positividade» de saber esperar e preparar os regressos quando o poder, acidentalmente, foi derrotado. Veja-se, para não ir mais longe, o caso recente de Portugal.

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1993)'

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

José Saramago - A Minha Lista dos Grandes Autores

 

A Minha Lista dos Grandes Autores

Uma revista espanhola teve a ideia de pedir a uns quantos escritores que elaborassem a sua árvore genealógica literária, isto é, a que outros autores consideravam eles como avoengos seus, directos ou indirectos, excluindo-se do inventado parentesco, obviamente, qualquer presunção de relações ou equivalências de mérito que a realidade, pelo menos no meu caso, logo se encarregaria de desmentir. Também se pedia que, em brevíssimas palavras, fosse dada a justificação dessa espécie de adopção ao contrário, em que era o «descendente» a escolher o «ascendente». A cada escritor consultado foi entregue o desenho de uma árvore com onze molduras dispersas pelos diferentes ramos, onde suponho que hão-de vir a aparecer os retratos dos autores escolhidos. A minha lista, com a respectiva fundamentação, foi esta: Luís de Camões, porque, como escrevi no «Ano da Morte de Ricardo Reis», todos os caminhos portugueses a ele vão dar; Padre António Vieira, porque a língua portuguesa nunca foi mais bela que quando ele a escreveu; Cervantes, porque sem ele a Península Ibérica seria uma casa sem telhado; Montaigne, porque não precisou de Freud para saber quem era; Voltaire, porque perdeu as ilusões sobre a humanidade e sobreviveu a isso; Raul Brandão, porque demonstrou que não é preciso ser-se génio para escrever um livro genial, o «Húmus»; Fernando Pessoa, porque a porta por onde se chega a ele é a porta por onde se chega a Portugal; Kafka, porque provou que o homem é um coleóptero; Eça de Queiroz, porque ensinou a ironia aos portugueses; Jorge Luis Borges, porque inventou a literatura virtual; Gogol, porque contemplou a vida humana e achou-a triste.

José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1996)'
 
Retirado de Citador

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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015

José Saramago - "O dom de ser mulher depois dos 40"

saramago3.jpg

 

 

Quantos anos tenho?

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.

E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.

Quantos anos tenho?

Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…

Valem muito mais que isso

O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!

O que importa é a idade que sinto.

Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.

Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.

Quantos anos tenho? Isso a quem importa?

Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto.

 

Por José Saramago

 

Conheça a Fundação José Saramago

 

Retirado de Portal Raizes


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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015

José Saramago no Facebook - Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos, sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não merecemos existir

Saramago no Facebook

 

 

Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos, sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não merecemos existir

 

José Saramago


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Sábado, 5 de Setembro de 2015

José Saramago no Facebook - Não tenha pressa, mas não perca tempo

Tempo, José Saramago

 

Não tenha pressa, mas não perca tempo

 

José Saramago


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Domingo, 30 de Agosto de 2015

José Saramago no Facebook - Apenas sei que o mundo necessita de ser mais humano

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Apenas sei que o mundo necessita de ser mais humano

 

José Saramago

 


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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

José Saramago - A viagem não acaba nunca

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir. E para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.

 

José Saramago


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Quarta-feira, 22 de Julho de 2015

José Saramago - O Excesso de Informação e a Ignorância

 

O Excesso de Informação e a Ignorância

O excesso de abundância de informação pode fazer do cidadão um ser muito mais ignorante. Eu explico. Acho que as possibilidades tecnológicas para desenvolver a massificação da informação têm sido muito rápidas. No entanto, o cidadão não dispõe dos elementos e da formação adequados para saber escolher e seleccionar, o que leva a que ande perdido nessa selva. Precisamente, nesse desnível é onde se dá a instrumentalização em prejuízo do indivíduo e, portanto, a desinformação.

José Saramago, in 'La Jornada (2004)'
 
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2015

José Saramago - A Esquerda Deixou de Ser Esquerda

 

A Esquerda Deixou de Ser Esquerda

A direita nunca deixou de ser direita, mas a esquerda deixou de ser esquerda. A explicação pode parecer simplista, mas é a única que contempla todos os aspectos da questão. Para serem participantes mais ou menos tolerados nos jogos do poder, os partidos de esquerda correram todos para o centro, onde, infalivelmente, se encontraram com uma direita política e económica já instalada que não tinha necessidade de se camuflar de centro. Entrou-se, então, na farsa carnavalesca de denominações caricaturais com as de centro-esquerda ou centro-direita. Assim está Portugal, a Itália, a Europa.

José Saramago, in 'La Republica (2007)'
 
Retirado de Citador

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Domingo, 21 de Junho de 2015

José Saramago no Facebook - É necessário sair da ilha para ver a ilha

Sair da ilha

 

É necessário sair da ilha para ver a ilha

não nos vemos se não sairmos de nós

José Saramago


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Sexta-feira, 19 de Junho de 2015

José Saramago - A Revolução da Bondade

 

A Revolução da Bondade

Acho que a grande revolução, e o livro «Ensaio sobre a Cegueira» fala disso, seria a revolução da bondade. Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos. Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para reger-se por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem pelo este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa. Quando nós olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que há milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemática acção perniciosa contra o resto da humanidade. Nem é preciso dar-lhes nomes.

José Saramago, in " Folha de S. Paulo, Outubro 1995"

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Sábado, 30 de Maio de 2015

José Saramago - O Egoísmo Pessoal Tapa Todos os Horizontes

 

 

O Egoísmo Pessoal Tapa Todos os Horizontes

O mal e o remédio estão em nós. A mesma espécie humana que agora nos indigna, indignou-se antes e indignar-se-á amanhã. Agora vivemos um tempo em que o egoísmo pessoal tapa todos os horizontes. Perdeu-se o sentido da solidariedade, o sentido cívico, que não deve confundir-se nunca com a caridade. É um tempo escuro, mas chegará, certamente, outra geração mais autêntica. Talvez o homem não tenha remédio, não tenhamos progredido muito em bondade em milhares e milhares de anos sobre a Terra. Talvez estejamos a percorrer um longo e interminável caminho que nos leva ao ser humano. Talvez, não sei onde nem quando, cheguemos a ser aquilo que temos de ser. Quando metade do mundo morre de fome e a outra metade não faz nada... alguma coisa não funciona. Talvez um dia!

José Saramago, in 'La Verdade (1994)'

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

José Saramago no Facebook - Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena

Obscena

 

Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena

José Saramago


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