Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016

Francisco Louçã - 1143

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Apareceu escrito, na parede da mesquita de Lisboa, o número “1143”. Esboço anónimo de quem não achou que o que pretendia que fosse um insulto merecia explicação e fugiu depressa, nem vale o esforço da interpretação. Fiquemos pelo óbvio: 1143 é o ano da independência diplomática de Portugal (embora só em 1147 ocorra a conquista de Lisboa). Foi assim que começou o que já tinha começado.

 

Mas há uma pergunta que se pode fazer: nesse ano, onde estava a tolerância e quem era a intolerância? A resposta não é a mais simples. Miguel Esteves Cardoso escreve, e bem, que, nesse tempo como durante muitos mais anos, o Islão era a parte da civilização

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E, se nos perguntamos quem era a parte tolerante do cerco a Granada, trezentos e cinquenta anos depois (1492), a resposta ainda é: os muçulmanos. Os Reis Católicos eram o reino mais atrasado política, cultural e cientificamente e, sobretudo, mais intolerante e bárbaro. Para estudar medicina, para ler filosofia, a começar pela filosofia clássica da Grécia antiga que era perseguida na Europa, para fazer poesia, para discutir livremente, era melhor viver no mundo muçulmano do que no mundo cristão.

 

Se nos perguntamos onde estava a parte tolerante durante a longa Inquisição, era no mundo muçulmano: os judeus e outros perseguidos fugiam para Constantinopla, onde eram acolhidos.

 

A desagregação posterior destas sociedades, o fracasso e a destruição dos seus regimes laicizantes no século XX, o estímulo e protecção ocidental a ditaduras várias, as perpétuas guerras do petróleo, o empobrecimento da massa popular, o desastre ecológico, o sentimento de exclusão e o renascimento de fanatismos assanhados trouxeram-nos aos dias de hoje, com os demónios à solta. Não tinha que ser assim. E, antes de aceitarmos qualquer prosápia sobre o destino eterno de uma parte do mundo, lembremo-nos de que nem sempre as coisas foram iguais ao que hoje conhecemos, que o Islão não fundamenta a deriva dos assassinos do Charlie Hebdo e que, para que a Europa se livrasse da teocracia, foram precisas revoluções vitoriosas. Ainda precisamos delas, talvez mais do que nunca, para que as pessoas possam viver em paz e com a sua consciência.

 

Francisco Louçã
(do blog Tudomenoseconomia, no jornal Publico)


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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016

Charlie Hebdo - Prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado

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Prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado

Charlie Hebdo


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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Dieu n'existe pas

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Dieu n'existe pas


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Sexta-feira, 15 de Julho de 2016

Pray For Nice

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Pray For Nice

 


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Sábado, 28 de Novembro de 2015

Ricardo Araújo Pereira - Assassinos sanguinários que se melindram facilmente

 

 

Quando o ayatollah Khomeini ordenou que Salman Rushdie fosse assassinado por ter escrito um livro, a ordem foi recebida com alguma compreensão. O escritor John Le Carré disse: "Não creio que possamos ser impertinentes em relação às grandes religiões impunemente." O arcebispo da Cantuária acrescentou: "Compreendo bem a reacção dos devotos muçulmanos, feridos naquilo que consideram mais sagrado, e pelo qual estariam dispostos a morrer." Quando Theo van Gogh foi assassinado por ter realizado um filme, aconteceu mais ou menos o mesmo. Um jornalista inglês, por exemplo, escreveu que o realizador tinha "abusado do seu direito à liberdade de expressão". Quando a violência deflagrou em vários sítios do mundo e cerca de 200 pessoas perderam a vida porque um jornal dinamarquês publicou uns desenhos, houve mais reacções parecidas. O Vaticano emitiu um comunicado que dizia: "O direito à liberdade de expressão (...) não pode implicar o direito a ofender o sentimento religioso dos crentes." O governo inglês considerou que a publicação dos desenhos foi "desnecessária", "insensível", "desrespeitadora" e "errada". O ministro português Freitas do Amaral afirmou que os desenhos ofendiam "as crenças ou sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos" e acrescentou que a liberdade de expressão devia respeitar a liberdade de religião, concluindo: "liberdade sem limites não é liberdade, é licenciosidade". Quando vários cartunistas do Charlie Hebdo foram abatidos a tiro por terem desenhado uns bonecos, a culpa das vítimas voltou a ser referida. O Papa Francisco disse: "Não se pode provocar. Não se pode insultar a fé dos outros. Não se pode fazer troça da fé dos outros." Tony Barber, do Financial Times, escreveu: "seria útil que houvesse algum bom senso em publicações como o Charlie Hebdo (...) que reclamam estar a infligir um golpe pela liberdade quando provocam muçulmanos, mas estão apenas a ser estúpidos."

 

Esta semana, depois de mais de uma centena de pessoas ter sido assassinada por estar a ouvir música, a jantar num restaurante ou a ver um jogo de futebol, ainda ninguém veio chamar a atenção para o modo como o comportamento das vítimas ofendeu os fundamentalistas islâmicos. Permitam-me que seja o primeiro. A mesma sensibilidade com que algumas pessoas foram, ao longo do tempo, condenando certas provocações inaceitáveis aos assassinos, sempre tão susceptíveis, devia agora servir-lhes para detectar e repreender mais esta ofensa. Aquilo que as vítimas da passada sexta-feira estavam a fazer era tão afrontoso para os assassinos como escrever um livro, realizar um filme ou fazer um desenho: estavam a viver em liberdade. O comunicado no qual o estado islâmico reivindicou o atentado dizia que Paris tinha sido escolhida por ser "a capital do vício", que o Bataclan era um alvo por ser o sítio onde estavam reunidos "centenas de pagãos", que os terroristas tinham aberto fogo sobre "um ajuntamento de incréus" e que os ataques continuarão "enquanto continuarem a ofender o nosso profeta".

 

Felizmente, eu vivo num mundo em que temos a liberdade de nos ofendermos uns aos outros. Essa liberdade é fundamental, uma vez que as pessoas se ofendem com muitas coisas diferentes. Os bárbaros, por exemplo, ofendem-se primeiro com um livro, depois com um filme, depois com um desenho. E depois acabam por ofender-se com o facto de respirarmos. Talvez John Le Carré, Freitas do Amaral e o Papa considerem que devemos passar a respirar com mais respeito. Eu acho que isso é tão absurdo como escrever, filmar ou desenhar com o cuidado de não ferir a sensibilidade de assassinos.

 

Ricardo Araújo Pereira na Visão


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Sábado, 14 de Novembro de 2015

José Saramago No Facebook - Quem mata em nome de deus converte este num assassino

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Quem mata  em nome de deus converte este num assassino

José Saramago

 


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Pray for Paris - Não há religiões más, há pessoas más!

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Pry for Paris - Não há religiões más, há pessoas más!

There is no Bad religion, There are only bad people

 


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Pray for Paris - Where are you going Humanity?

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Pray for Paris - Where are you going Humanity?

 


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Pray for Paris

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Pray for Paris

 


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Pray For Paris

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Pray For Paris

 


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Pray for Paris

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Pray for Paris

 

 


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Pray for Paris

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Pray for Paris

 


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Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Recados do Facebook - Terrorismo é procurar trabalho em Portugal

Terrorismo

 

Terrorismo é procurar trabalho em Portugal


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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

JE SUIS MARIA JOÃO

jesuismariajoao.jpg

 

Je suis Maria João, e também Eu sou vitima de Terrorismo.

 

Sou só mais uma. Uma, de entre milhares e milhares de Portugueses, que todos os dias vêm posta em causa a sua sobrevivência, a sua Vida, e que a tantos já levou à Morte. E isso só tem um nome… TERRORISMO.

 

Se condeno o miserável acto de barbárie dos atentados em França? Claro que Sim, que condeno, e lamento, deixando já aqui expresso o meu respeito pelas vitimas e apresentando a minha solidariedade aos seus familiares. No entanto não posso pactuar com a falsidade e oportunismo dos Estados Europeus, do Mundo, e dos seus representantes, que nos últimos dias tanto têm sido Charlie’s.

 

Passos Coelho por exemplo, foi apresentar condolências aos familiares das quatro pessoas que recentemente morreram por falta de assistência médica nos serviços de urgência dos hospitais portugueses? Pois… bem me pareceu que Não. Um acto de TERRORISMO também é estar 9 horas numa urgência do hospital sem ter qualquer assistência médica, e morrer sem ninguém dar por isso.

 

Contudo, Passos Coelho está agora em Paris a ser mais um Charlie no meio de tantos outros.

 

E a Assunção Esteves também lá vai estar a ser mais uma Charlie, porque neste momento se encontra muito chocada com o atentado à liberdade de expressão. A mesma senhora que há meses atrás também roubou a minha Liberdade de Expressão, quando mandou a policia expulsar-me da galeria da Assembleia da Republica, onde eu estava educadamente, note-se que eu disse educadamente, a exercer o meu Direito de Liberdade de Expressão ao dizer aquilo que sinto e que me vai na alma, pelos verdadeiros Atentados que são feitos diariamente às nossas Vidas. Nesse dia… eu pedia a construção de um Hospital para o Seixal... Criminoso, não é? A Assunção Esteves, que agora está tão chocada com esta falta de respeito, é a mesma que disse que os que faziam “barulho”, eu incluída, nas bancadas do povo eram os CARRASCOS. Porra páh… logo agora, que eu estava também a pensar em ser Charlie… mesmo sem saber fazer cartoons.

 

“Charlie’s” terão de ser todos aqueles que lutam diariamente por um país e um mundo melhor. São todos aqueles que dão voz a quem não tem voz. Pão a quem tem fome. Tecto a quem dorme na rua. Saúde a quem está doente.

 

E assim sendo, e como a dita senhora decidiu anteriormente que eu seria somente mais um Carrasco da Democracia, Je suis simplesmente Maria João. Até porque, assim como assim, e confessando a minha ignorância digo-vos já, e creio que tal como muitos de vós, nunca tinha ouvido falar do Charlie Hebdo antes do ataque. Fica contudo aqui a minha certeza. A certeza de que Continuarei a Luta sem ceder ao Medotal qual todos os Povos que cheiram diariamente a morte imposta pelos donos do mundo.

Vamos à Luta Charlie's Portugueses? É que não estamos livres de sermos a próxima vitima de Terrorismo e morrer ao fim de 9 horas de espera, em qualquer hospital do nosso país.

Contra o Terrorismo Estarei Sempre, começando o seu combate no meu próprio País. 

 

Retirado do Facebook 


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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

Je suis Nigéria

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Je suis Nigéria

In the same week as French terror attacks Boko Haram killed 2000 Nigerians in terror attacks.

No internacional coverage

#anyone?

 


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