Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016

A adopção no Facebook - Não cresceste sob o meu coração, mas dentro dele

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Never forget for a single minute. You didn't grow under my heart, but in it

 

Não esqueças nem por um minuto, Não cresceste sob o meu coração, mas dentro dele


publicado por olhar para o mundo às 08:13
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

Luiz Schettini no Facebook - Todos os filhos são biológicos e todos os filhos são adotivos

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"Todos os filhos são biológicos e todos os filhos são adotivos. Biológicos, porque essa é a única maneira de existirmos concreta e objetivamente; adotivos, porque é a única forma de sermos verdadeiramente filhos." 

 

Luiz Schettini


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Terça-feira, 24 de Novembro de 2015

ADOPTAR É AMAR - Vera Sacramento

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Raramente consigo tomar o pequeno-almoço descansada. Tenho o terrível hábito de me perder nas conversas das pessoas que frequentam a pastelaria onde vou todas as manhãs, ouvindo atentamente aquilo que dizem, avaliando as suas opiniões e ideias como se fosse uma agente infiltrada, vampirizando as suas histórias. Ontem o dia afigurava-se fraco e desinteressante para vampiros como eu. Preparava-me para sair quando subitamente alguém lança o seguinte comentário nas minhas costas “Espero bem que aquela história dos gays poderem adotar crianças não vá para a frente! É uma anormalidade. Um nojo!”. Tentei controlar o instinto de me virar para trás mas a curiosidade e a indignação levaram a melhor. Virei-me. Na mesa junto à janela estavam duas mulheres na casa dos quarenta e um miúdo que não deveria ter mais de cinco. Enquanto elas conversavam o miúdo rabiscava um livro para colorir, tocando no braço da mãe de quando em vez para pedir a palavra. Irritada, a mulher continuou a dissertar sobre o tema da adopção por casais do mesmo sexo sem ligar a menor importância ao filho, como se procurasse validação para as suas certezas inabaláveis: “Imagina um casal de bichas a adoptar um miúdo da idade do meu! Como é que ficava a cabeça da pobre criança? E o que ia sofrer na escola, a ser gozado por toda a gente? É ridículo!”. “Até pode ser perigoso” – acrescentou a outra, enquanto o rapaz puxava a camisola da mãe, reclamando novamente atenção “dois homens a viverem sozinhos com um miúdo… ainda para mais com o que se ouve por aí da pedofilia! Só um bando de irresponsáveis é que aprova uma coisa dessas”. Naquele momento olhei em volta para tentar perceber se mais alguém se sentia incomodado com aquele chorrilho de alarvidades mas rapidamente constatei que estava sozinha. Os senhores da mesa em frente discutiam as gordas de um jornal desportivo enquanto o casal encostado ao balcão folheava o catálogo de uma imobiliária. Quem na verdade estava incomodado com a conversa era o miúdo, não propriamente pelos disparates que iam sendo ditos, mas porque a mãe se recusara a ouvi-lo. Resignado, dirigiu-se à casa de banho para regressar alguns minutos mais tarde com as calças todas molhadas. Só nessa altura é que a mulher, acérrima defensora da moral e dos bons costumes, olhou para o filho e reagiu: “Mas será possível, Filipe? Só fazes asneiras, caramba! Senta-te aqui quieto antes que eu me passe da cabeça e te dê dois tabefes!“. Naquele momento tive uma enorme vontade de me levantar da cadeira e dar dois tabefes. A ela, naturalmente. Não estivesse eu a atravessar uma fase mindful, ter-lhe-ia corrido mal. Apeteceu-me dizer-lhe que a capacidade de amar e educar uma criança nada tem a ver com a orientação sexual de cada um, e que ela, na verdade, era o melhor exemplo disso. Enquanto pregava em público o desprezo pelos homossexuais, passando-lhes um sumário atestado de incompetência parental, teve o filho ao lado, a pedir-lhe insistentemente um pouco de atenção, sem que parasse um segundo que fosse para o ouvir. Depois de refletir, achei que não valia a pena. Pessoas como aquela mulher estão demasiado presas às suas crenças, às suas representações internas, aos seus medos e ódios obscuros, para ouvirem vozes dissonantes. Para discorrerem sequer com um pouco de razoabilidade. Felizmente o universo encarregou-se de seguir o seu caminho fazendo justiça e, nesse mesmo dia, 20 de Novembro de 2015, após três tentativas falhadas na anterior legislatura, a Assembleia da República aprovou a eliminação dos obstáculos legais à adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

Um dia histórico.

Uma valente bofetada… de luva branca.

 

Vera Sacramento

Retirado de Maria Capaz

 


publicado por olhar para o mundo às 09:13
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015

Adoptar rima com amar

Adoptar rima com amar

Adoptar rima com amar

Eu acredito nas pessoas e acima de tudo no amor. Homossexuais ou não, pouco me importa, o que me importa é que são pessoas que amam e podem amar. E muito

Sou psicóloga. Já me perguntaram qual é a minha a opinião sobre a adopção/co-adopção por casais homossexuais. E a minha resposta é tão natural como o facto de me levantar todos os dias. Sou a favor! E há quem faça um ar espantado e até chocado. E pronto! Começa aqui a bola de explicações de pontos de vista.

 

Há certos assuntos, que não me atrevo a comentar, sem pensar e reflectir sobre eles. Considero-os demasiado sérios, para serem falados que nem conversa de café. Para além disto, estes assuntos, e principalmente a opinião que temos sobre eles, definem uma parte do que somos e queremos ser enquanto seres humanos neste mundo. Por isso, só depois de algumas conversas com os meus botões é que comecei a dar a minha opinião sobre este assunto.

 

Sou a favor da adopção de crianças por casais homossexuais, tal como sou a favor de qualquer casal ou pessoa, que decide num dos maiores gestos de amor que existem, adoptar uma criança e torná-la sua. Tão sua, que as relações de amor fazem esquecer qualquer não relação biológica.

 

Acredito que o amor é a base de tudo. Como tal, apoio as pessoas que alimentam com amor o crescimento de uma criança. Aliás, não digo nada que não tenha sido enunciado na teoria da vinculação de Bowlby e Ainsworth, que realçam a ligação entre a qualidade da vinculação durante a infância e as várias áreas do desenvolvimento social, cognitivo e emocional. A vinculação, neste contexto, é a necessidade de os indivíduos desenvolverem ligações afectivas de proximidade, com o objectivo de atingirem a segurança, que permite a exploração do eu, dos outros e do mundo, com confiança. Este processo influencia o desenvolvimento em geral e a saúde mental em particular.

 

E dizem vocês: “Isso é muito bonito, mas e quando as crianças forem para a escola? Vão ser vítimas de preconceito!”. Talvez. Mas cabe a nós, ao sistema social e à escola combater o preconceito e lidar com a questão de uma forma simples. Porque não juntar os meninos para fazer um trabalho sobre famílias, ou porque não contar uma história em que o/a protagonista, são filhos de pais homossexuais, ou só de um pai? Porque não explicar que todos somos diferentes?

 

Eu gosto de pão, o Zé não. Eu gosto de rapazes com pinta de surfistas, a Ana de raparigas com ar intelectual. E vocês acrescentam: “Mas se a criança tem pais homossexuais, vai ser homossexual” E vocês? São iguais aos vossos pais? Gostam de tudo o que eles gostam? Dizem tudo o que eles dizem? Então os filhos de pais criminosos, drogados, médicos ou advogados, também o vão ser, certo?

 

Concordo com uma análise e um acompanhamento de todos os casos de adopção, no sentido de ver se a família, seja de que tipo for, está preparada e tem condições para fazer crescer saudavelmente uma criança. Não estou de acordo com o facto de as crianças ficarem institucionalizadas, muitas vezes sem carinho, amor e sem perspectivas de futuro.

 

Eu acredito nas pessoas e acima de tudo no amor. Homossexuais ou não, pouco me importa, o que me importa é que são pessoas que amam e podem amar. E muito.

 

Isabel Cunha

 

Retirado do P3


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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Fernanda Cancio - Referendar o horror

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Percebo o horror com que alguns terão visto em maio a aprovação do projeto de lei sobre coadoção em casais do mesmo sexo. Terá sido um choque darem-se conta da existência, entre nós, de casais do mesmo sexo com crianças. É compreensível: são crianças iguais a todas as outras, não andam por aí com uma cruz na testa ou na lapela. Não há notícias de tumultos nas escolas que frequentam, nos prédios e nas ruas onde vivem com a família. Aliás, até há muito pouco tempo, não havia notícias: podia acreditar--se que estas crianças não existem.


Quem se habituou a pensar assim, quem gosta de pensar assim, prefere agarrar-se a essa ideia. É por esse motivo que de cada vez que se fala de coadoção em casais do mesmo sexo - a possibilidade de um dos cônjuges solicitar a um tribunal que lhe permita adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro cônjuge, filho esse que vive com os dois, que é criado pelos dois e chama mãe ou pai aos dois (e que não pode ter mais nenhuma mãe ou pai reconhecido pela lei, porque se tiver a coadoção é interdita) - há quem fale de adoção por casais do mesmo sexo. Conduzir o debate para a possibilidade de adotar, em conjunto, uma criança disponível para tal e até aí sem laços com o casal permite dizer coisas como "as crianças devem ter direito a um pai e a uma mãe"; "a adoção não é um direito dos adultos, é um direito das crianças"; "não sabemos o efeito numa criança de ser criada por dois pais e duas mães, por isso é melhor não arriscar" - etc. Sobretudo, permite fingir que se está a pôr acima de tudo a preocupação com as crianças, quando a intenção é a contrária.


Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir".


Entendamo-nos: as crianças em causa na lei da coadoção nunca vão ter "um pai e uma mãe". Têm duas mães ou dois pais e tê-los-ão sempre - quer a lei lhos reconheça ou não. Não está em causa decidir com quem essas crianças vivem, quem vai educá-las e amá-las e quem elas vão amar. Essa decisão não nos pertence. A nossa opção é entre aceitar e proteger essas famílias ou rejeitá--las e persegui-las. Entre dizer a essas crianças "a tua família é tão boa como as outras" ou "a tua família não presta". Referende-se então isso: "Tem tanto horror aos homossexuais que deseja que a sociedade portuguesa decida em referendo discriminar os filhos deles ou acha que a lei portuguesa deve deixar, o mais depressa possível, de fingir que essas crianças não existem e o Parlamento lhes deve garantir os direitos que lhes faltam?"

 

Fernanda Cancio

 

Retirado do Dn


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Domingo, 14 de Junho de 2015

Frases do Facebook - Família a verdadeira família está unida pelo espírito, não pelo sangue

Família

 

a verdadeira família está unida pelo espírito, não pelo sangue


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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Frases do Facebook - Toda criança adoptada por um casal gay foi abandonada por um hetero

Gay

 

Toda criança adoptada por um casal gay foi abandonada por um hetero


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Domingo, 24 de Maio de 2015

Frases do Facebook - adopte um gato e ganhe muita felicidade em troca

Adopte um gato

 

adopte um gato e ganhe muita felicidade em troca


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Domingo, 3 de Maio de 2015

Frases do Facebook - ame mais, adopte uma criança

Adopte uma criança

 

ame mais, adopte uma criança


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Quarta-feira, 1 de Abril de 2015

Os animais no Facebook - Não compre, não abandone, adopte!

Não compre adopte

 

Não compre, não abandone, adopte!


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Segunda-feira, 16 de Março de 2015

A adopção no Facebook

 


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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

O que faz uma família é o amor

família.jpg

 

 

O que faz uma família é o amor

 


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