Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017

Frases de Carlos Drummond de Andrade no Facebook - as coisas tangiveis tornam-se insensíveis à palma da mão

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as coisas tangiveis tornam-se insensíveis à palma da mão, mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão

Carlos Drummond de Andrade

 

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Sábado, 28 de Outubro de 2017

Frases de Carlos Drummond de Andrade no Facebook - Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.

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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata.

Carlos Drummond de Andrade 

 

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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017

Frases de Carlos Drummond de Andrade no Facebook - O amor é grande, mas cabe no breve espaço de beijar

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O amor é grande, mas cabe no breve espaço de beijar

Carlos Drummond de Andrade

 

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Sábado, 31 de Dezembro de 2016

O ano novo no Facebook - Para sonhar com um ano novo que mereça este nome, tens que merecê-lo

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Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre

 

Carlos Drummond de Andrade

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016

Carlos Drummond de Andrade - Organiza o Natal

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Organiza o Natal

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Carlos Drummond de Andrade

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

Carlos Drummond de Andrade no Facebook - Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem ...

drummond.png

 

Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem do dinheiro. que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos.

 

Carlos Drummond de Andrade

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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

Carlos Drummond de Andrade - Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possiveis

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Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis

Carlos Drummond de Andrade

 

 

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

Carlos Drummond de Andrade no Facebook - o desperdício da vida está no amor que não damos

Desperdicio

 

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” 


Carlos Drummond de Andrade

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Sexta-feira, 8 de Abril de 2016

Carlos Drummond de Andradeno Facebook - Gostaria de te desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente,

desejos

 

Gostaria de te desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente, então desejo apenas que tenhas muitos desejos, desejos grandes, e que eles possam mover-te a cada minuto, ao sabor da tua felicidade

Carlos Drummond de Andrade

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Sábado, 2 de Abril de 2016

Carlos Drummond de Andrade no Facebook - A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos

Desperdicio

 

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

 

Carlos Drummond de Andrade

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

O ano novo noFacebook - Para sonhar um ano novo que mereça este nome, tens de merecê-lo

ano novo2.jpg

 

Para sonhar um ano novo que mereça este nome, tens de merecê-lo, tens de fazê-lo de novo, não é fácil, mas tenta, experimenta. É dentro de tiqueo ano novo descansa e espera desde sempre

Carlos Drummond de Andrade

 

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015

Carlos Drummond de Andrade - Organiza o Natal

carlosdrummonddeandrade.JPG

 

 

Organiza o Natal

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Carlos Drummond de Andrade

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015

Carlos Drummond de Andrade no Facebook - Que a felicidade não dependa do tempo nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro

Felicidade

 

Que a felicidade não dependa do tempo nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade de dentro para fora, de cada um para todos.

 

Carlos Drummond de Andrade

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