Sexta-feira, 14 de Outubro de 2016

O Lugar Certo - Joel Neto

O Lugar Certo

O tempo mudava de um momento para o outro, juntando, no curto espaço de vinte e quatro horas, a Primavera e o Outono, o Verão e até Inverno. Mas José Artur sentia-se vivo como um lobo das estepes libertado. Tinha a tensão alta dos heróis românticos e, em muitas circunstâncias, dava por si a citar Thoreau:

“Fui para os bosques viver de livre vontade. Vara sugar todo o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.”

Lamentava que Darwin ou Twain não tivessem encontrado naquelas ilhas o mesmo que ele encontrava agora, mas percebeu que, no século dezanove, ainda restavam outros paraísos no planeta. E, de qualquer modo, havia Chateaubriand, Raul Brandão, até Melville, impressionado com a valentia dos marinheiros das ilhas a leste de Nantucket. Não, ele não estava louco. Havia uma sabedoria naquilo — havia ecos e refracções, como se algo de mais profundo se insinuasse. Tinha a certeza de que, se a terra tremesse agora, conseguiria senti-la.

Aquele era o seu lugar. Não havia por que sentir falta dos privilégios da cidade. Um homem que soubesse povoar-se tinha alimento para uma vida na fotografia de um labandeira, com a sua cauda saltitante, perscrutando o solo em busca de alimento. E quem não fosse capaz de sustentar-se disso podia sempre recorrer às tascas e às tabernas, às sociedades filarmónicas e às fanfarras, ao Carnaval, às touradas e aos Bodos e a todas as demais folias com que agora lhe parecia possível aplacar até a mais inabalável solidão.

Joel Neto, in 'Arquipélago'
(Excerto sobre os Açores)
 
retirado de Citador

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Joel Neto - Reinventar o Mistério

 

Reinventar o Mistério

Cada vez acredito mais nisso: pode efectivamente haver bom sexo sem pecado. Mas não pode, nunca pôde, nem nunca poderá haver bom sexo sem mistério. Se muitos casais perdem o desejo ao fim de alguns anos, é porque o mistério desapareceu. Se outros tantos o mantêm latejante ao fim de várias décadas, é porque encontraram uma forma de reinventar o mistério. Feitas as contas, tem de haver sempre alguma espontaneidade - até alguma pressa, alguma urgência. E o melhor, apesar de tudo, é que o sexo seja muitas vezes bom e todas as restantes apenas assim-assim. No exacto instante em que for perfeito perderá dois terços do interesse, se não o interesse todo. Da próxima já não poderá ser melhor.

É claro: quatro quintos dos portugueses discordarão aberta e ostensivamente disto. Nos estudos sociológicos e nas conversas de café, nas telenovelas e nas reportagens «do social», não encontro outra coisa senão atletas sexuais - e nenhum atleta sexual alguma vez poderá ser surpreendido a aceitar que a sua última sessão foi apenas assim-assim (e muito menos que a próxima poderá ser assim-assim também).

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

Joel Neto - Casamento e Amor

Casamento e Amor

Um casamento pode sobreviver a um homem infiel e pode sobreviver a uma mulher infiel também. Um casamento são duas pessoas que estão juntas – e, felizmente, as razões por que as pessoas estão juntas não se reduzem ao sentimento. Coisa diferente, porém, é o amor propriamente dito. Um homem pode ser infiel à sua mulher e, no entanto, amá-la eterna e incondicionalmente. Uma mulher infiel simplesmente já não ama o seu marido. Pode gostar dele. Pode ter pena dele. Pode estimar a vida que os dois têm juntos: as rotinas, os objectos, os lugares, os cheiros, as pessoas. Mas pode viver sem eles também - e sabe-o. Porque, sendo tão capaz como o homem de ausentar-se do seu corpo, não será capaz nunca de ausentar-se das suas emoções. E porque, se o fizer, já não encontrará o caminho de regresso.

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'
 
retirado de Citador

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2016

Joel Neto - A Sopa Azeda

 

A Sopa Azeda

A dita sopa azeda não se parecia com nada do que tivesse provado até àquele momento. Num ápice, desfilaram vários sabores vindos como que do próprio interior do tempo. E, quando ele se pôs a percorrê-los, sentiu que se sentavam em volta os seus antepassados, os pais e os avós e os avós destes, e os velhos da Terra Chã e da Terceira, e os açorianos dali até ao povoamento, e deste até ao próprio Génesis, quando na manhã do Sexto Dia o Senhor olhou sobre a sua obra e decidiu que estava, afinal, incompleta.

Joel Neto, in 'Arquipélago'
(Excerto sobre os Açores)

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Joel Neto - O Mundo dos Solteiros

 

O Mundo dos Solteiros

Agora a sério: você conhece algum solteiro verdadeiramente satisfeito com a sua condição de solteiro? Eu não. Conheço vários solteiros que se dizem satisfeitos com a sua condição de solteiros, mas que de bom grado imediatamente se casariam. Não se casam por inércia, por cobardia, muitas vezes por falta de sorte - mas é por uma vida a dois que suspiram. É da natureza humana. Uma coisa é estar entre casamentos. Outra é ser solteiro. E o solteiro cool é uma construção tão artificial como o da gordinha «muito» simpática. Você conhece alguma gordinha «muito» simpática em que essa tão óbvia simpatia não seja excessiva, provavelmente fabricada - e mensageira sobretudo de uma profunda solidão? Eu não.

(...) É um mundo sombrio, o mundo dos solteiros - um mundo de ansiedades, de cinismo, de ressentimento, de egoísmo. Se os solteiros solitários são tristes, aliás, os solteiros gregários são-no ainda mais. Você já foi a algum jantar em que os presentes fossem maioritariamente solteiros? Eu já. E, sempre que fui, voltei deprimido. Ia deprimido - e deprimido voltei. Íamos deprimidos - e deprimidos voltámos. Todos. Fizemos o que pudemos, claro: trocámos palavras, trocámos solidariedades, trocámos mimos. No fim, nada. Sobraram os assuntos, escasseou a intimidade. Fôramos ali à procura do outro na mesma situação que nós – mas, por mais que olhássemos, não conseguíamos vê-lo. Cada um de nós usou pelo menos duzentas e cinquenta vezes a palavra «eu» - e duzentas e cinquenta vezes se sentiu culpado por isso.

Virou uma coisa militar: um chorrilho de protestos contra o casamento, a família, o aburguesamento, a guerra no Iraque, o Samuel Huntington, o conforto em geral. Em breve começámos a sentir saudades de outro lugar, como dantes sentíramos saudades daquele. Acabámos todos a olhar para o telemóvel, como se alguém efectivamente fosse telefonar. Talvez nos tenha faltado a «relações públicas» capaz de gerar «a interacção» - e que, nas peças de Gil Vicente, haveria de chamar-se outra coisa que não «relações públicas». Mas não acredito. Basicamente, estávamos no La Moneda, bebíamos vodca, discutíamos Lars Von Trier e Emir Kusturica, tínhamos dinheiro no bolso – e, porém, não nos dirigíamos a lado algum.

(...) Queridos, cresçamos e multipliquemo-nos. Ainda há esperança para nós. Não tenham dúvidas: antes mal casado do que bem solteiro. Podemos voltar para casa e pormo-nos um a jogar PlayStation e o outro a ler a Nova Gente - ao menos há o calor humano. A companhia anda muito subvalorizada, nos dias de hoje. Ternura parece palavrão - e ternura, posso garantir-vos, não é palavrão.

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'

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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2015

Joel Neto - Saber Zangar-se

 

Saber Zangar-se

O que me parece é que as pessoas, em geral, como que deixaram de saber zangar-se. Deixaram de saber zangar-se com aquilo que consideram errado – e, pior ainda, deixaram de saber dizê-lo na cara umas das outras. A não ser, naturalmente, que haja uma agenda.

Ainda nos zangamos muito, é verdade. Mas zangamo-nos mal. Com a maior das facilidades nos zangamos contra inimigos abstractos, como «o Governo», «o capitalismo selvagem» ou mesmo apenas «a crise». Com a maior das facilidades nos zangamos com aqueles que entendemos como nossos subordinados, no trabalho e na vida em geral (afinal, os nossos «superiores» acabam de pôr-nos a pata em cima. alguém vai ter de pagar a conta). Com aqueles que estão, de alguma forma, em ascendente sobre nós, já não nos zangamos: amuamos, que é a forma mais cobarde de nos zangarmos. Aos nossos iguais simplesmente não dizemos nada: engolimos e tornamos a engolir, convencendo-nos de que do outro lado está, afinal, um pobre diabo, tão pobre que nem sequer merece uma zanga – e, quando enfim nos zangamos, é para dar-lhe um tiro na cabeça, como todos os dias nos mostram os jornais.

A impressão com que eu fico é que tudo isto vem dessa mania das social skills e do team building e dos demais chavões moderninhos que os gurus dos livros de Economia nos enfiaram pela garganta abaixo, na intenção de nos automatizarem de vez. Resultado: andamos todos a rebentar por dentro, impossibilitados de rebentar para fora – e, quando enfim explodimos, já não há nada a fazer. No essencial, os que nos rodeiam nunca são apenas homens, com valências e lacunas, com cobardias e actos de coragem: ou são anjinhos ou são tremendos filhos da puta (assim mesmo, sem meio termo). «Não respondas», aconselham-nos os sábios. Não dês troco. Não ligues. Não percas a cabeça. Tens de ser superior. E, inevitavelmente, viramos todos uns diplomatazinhos de esquina, sem capacidade para dar um grito e a seguir fazer as pazes. Tornamo-nos ainda mais hipócritas do que aquilo a que a nossa contraditória condição já nos obrigava. E transformamo-nos, claro, em bombas-relógio.

Pois eu prefiro um homem que parte a loiça a um choninhas que sublima tudo e, no final, ainda me passa a mão pelo pêlo. Quem não é capaz de zangar-se também não é capaz de uma gargalhada – e, se nos zangamos com ele, o primeiro argumento racional que utiliza é: «Não sejas assim.» Mas que diabo é isso, «não sejas assim»? «Assim» capaz de assistir a um automóvel que se encaminha para uma ravina sem dar um grito a acordar o motorista? «Assim» capaz de ver uma relação pessoal deteriorar-se sem dar um murro na mesa para tentar salvá-la? É «assim» que gostavam que nós fôssemos todos, cheios de competências sociais e. porém, completamente desprovidos de frontalidade, de coragem e de zelo? Não contem comigo. Só isso: não contem comigo.

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'
 
Retirado de Citador

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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015

Joel Neto - A Mulher por quem Esperara tantos Anos

 

A Mulher por quem Esperara tantos Anos

Alguma coisa dentro dele voltou a si. Foi como se, de repente, estivessem efectivamente ali os dois. E, reacendendo a luz, encostou os lábios aos dela e sentiu, enfim, o calor que deles se emitia, e o sabor da sua boca, e o seu cheiro, e teve consciência de que aquela que se deitava na cama consigo não era apenas uma mulher bela, mas uma mulher, a mulher por quem esperara tantos anos.

Tiraram ambos o que lhes restava de roupa, lançando-a ao chão, e tocaram-se suavemente. Havia uma admiração entre eles, como se se descobrissem, e todavia era também tal qual se conhecessem de há muito, as superfícies mais sadias como as primeiras rugosidades dos seus corpos.

Tacteavam-se devagar, atentos às luzes e às sombras de cada recanto que esquadrinhavam, e ao fim de alguns momentos beijavam-se de novo, ele abraçando-a na sua totalidade, açambarcando-a, e ela sorrindo por entre o vento da noite, a chuva e os terramotos sorrindo com ela, e a humidade salgada dos seus peitos, e o mar que se atirava furioso contra aquela terra, e o primeiro suor do seu pescoço.

A partir daí, o mundo desapareceu. E havia medo e alegria, e havia uma pressa que era ao mesmo tempo a ânsia de que nada daquilo alguma vez acabasse. E havia insegurança, e havia desespero, e havia o corpo dela - e, durante todo aquele tempo, os seus olhares cruzavam--se, e era como se de facto se vissem.

Joel Neto, in 'Arquipélago'

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2015

Joel Neto - Gay

joelneto.JPG

 

Em Setembro estiveram cá o C. e o G. Conhecemo-los nos tempos de Costa do Castelo, e a primeira coisa que lhes perguntei, quando se estrearam a jantar lá em casa - uma alcatra das mais carnívoras, escolha já de si provocatória -, foi se queriam começar por uma cerveja.

 

- Bom, talvez não - corrigi-me. - Cerveja é um bocado rude, certo?

 

Com os casais gay, é assim: o facto de se tratar de um casal gayé sempre o tema da conversa. Nós provocamos, eles chamam-nos preconceituosos, depois falamos mais a sério e, no fim, talvez nos tornemos amigos.

 

Foi o que aconteceu.

 

Dois anos e muitas saladas de rúcula depois - mentira: várias alcatras e bastantes cervejas, que este é o seu próprio modelo de casal gay -, vieram visitar-nos aos Açores.

 

Não fomos menos íntimos do que com outro casal qualquer. Talvez tenhamos sido mais. Conversámos até de manhã, bebendo vinho. Vimos filmes no sofá, sob mantas que nos protegiam dos primeiros frios do Outono.

 

Eles fartaram-se de namorar. Beijaram-se na rua. Fotografaram-se entre flores. O C. ia à venda do Roberto e ficava horas a falar com o Sr. Carlos, repetindo a expressão "o meu companheiro".

 

No fundo, ansiávamos pelo primeiro equívoco rural para nos podermos rir noite dentro, com o nosso vinho tinto. Nunca houve uma palavra. Um gesto. Um olhar.

 

Dias depois passei na venda, a auscultar as memórias. Ainda podíamos rir-nos no Facebook. Nada. No fim, e em desespero de causa, fui à luta:

 

- Sim, Sr. Carlos, mas sabe que eles são um casal gay, não?

 

- E o que tem isso?! - estranhou o homem, e no seu rosto não chegava a haver indignação, mas apenas o desconcerto que nos oferece o mais inútil dos despropósitos.

 

Os ridículos fomos nós. Mas, quando o C. e o G. cá voltarem, faremos igual, porque foi tão neurótico e divertido como sonháramos.

 

Joel Neto

 

Retirado do DN


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Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

Joel Neto - As Ilhas e as Flores

 

As Ilhas e as Flores

Percorreu um trilho ao longo da manhã e sentou-se a comer entre as azáleas. Quando um dia voltasse a partir, talvez nada lhe fizesse tanta falta como as flores. As hortênsias e as árvores-de-fogo, as beladonas e as camélias, as magnólias e as olaias: encantava-o a cadência a que floriam naquela ilha — e depois ainda havia os hibiscos, os jarros e os mantos infinitos de erva azeda, sempre prontos a acorrer a algum sobressalto da meteorologia, para que nunca faltasse a cor.

Podia dizer-se o que se quisesse sobre as ilhas, menos que fossem claustrofóbicas. Não as ilhas onde houvesse flores.

Joel Neto, in 'Arquipélago'
(Excerto sobre os Açores)
 
Retirado de Citador

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

Joel Neto - Pais Aprisionados

joelneto.jpeg

 

Pais Aprisionados

As crianças tornaram-se uma arma de arremesso à medida de quase tudo. Justificam as discussões entre marido e mulher, justificam a falta de generosidade para com o próximo, justificam a indisponibilidade e a inacção em geral - e no fim, em muitos casos (...), ainda nos absolvem pelo fracasso a que, pulverizados os sonhos da infância, os objectivos da juventude e as agendas da primeira idade adulta, nos vemos a certa altura obrigados a resumir o balanço das nossas vidas. E talvez haja, afinal, uma certa racionalidade no cosmos. Talvez haja uma razão para nunca, até hoje, nós não termos tido filhos, eu e outros como eu. Talvez nenhum de nós esteja ainda pronto para resistir à inevitável tentação de transformar os filhos num desmentido oficial para a nossa frustração. Talvez, no dia em que os tivermos, estejamos já preparados para conter o impulso de culpá-los por essa frustração. E talvez sejamos nós, enfim, os primeiros a fugir à inclinação para considerar que a nossa vida apenas começou no dia em que começou a vida dos nossos filhos. Até porque, disto tenho eu a certeza, filhos de pais cuja memória alcança para além do dia do primeiro parto resultam sempre em adultos mais saudáveis, desempoeirados e independentes.

Joel Neto, in 'Banda Sonora para um Regresso a Casa'
 
Retirado de Citador

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