Quarta-feira, 9 de Março de 2016

Humor no Facebook - Plesbicito é quando me perguntas se eu quero ir para a cama, referendo é quando me perguntas se foi bom

 Plebiscito

 

Plesbicito é quando me perguntas se eu quero ir para a cama,

referendo é quando me perguntas se foi bom


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Sábado, 7 de Novembro de 2015

Ricardo Araújo Pereira - Aviso por causa da moral

Ricardo Araújo Pereira

 

Sou mais exigente do que o Estado português no que toca a confiar a guarda de crianças a outras pessoas: interessa-me muito menos o que fazem no quarto do que se são gente decente

 

O meu tio Alfredo era, para sermos rigorosos, um energúmeno. Embebedava-se, batia na minha tia e maltratava os filhos. Só não comentava notícias nas caixas de comentários dos jornais online porque, felizmente, era analfabeto. Mas de resto, em termos de primarismo e de estupidez, era muito completo. No entanto, praticava o tipo de sexualidade que Deus recomenda na Bíblia, pelo que, aos olhos da lei, tinha todas as condições para educar uma criança. Não educaria as minhas, porque eu sou mais exigente do que o Estado português no que toca a confiar a guarda de crianças a outras pessoas: interessa-me muito menos o que fazem no quarto do que se são gente decente. Sou esquisito, bem sei, mas não consigo evitá-lo.

 

Há uns cinco ou seis anos, uma jornalista do Jornal de Notícias perguntou-me se eu preferia que as minhas filhas fossem lésbicas ou sportinguistas. Confesso que já não recordo o contexto histórico em que a questão foi colocada, mas tenho a certeza de que ia ao encontro das inquietações que perturbavam mais profundamente o público leitor daquela altura. Lembro-me, isso sim, de achar que a pergunta era, digamos, parva: pressupunha que aquelas alternativas constituíam os dois destinos mais horrorosos que os nossos filhos podem ter quando, na verdade, são apenas uma característica pessoal normalíssima (no caso do lesbianismo) e uma opção irreflectida (no caso do sportinguismo). Portanto, respondi que preferia que as miúdas fossem lésbicas, uma vez que a homossexualidade não é defeito. Como pai, preocupo-me sobretudo com a felicidade das minhas filhas, e sei que a orientação sexual não impede ninguém de ter uma vida feliz. Já quanto ao sportinguismo, não tenho a certeza.

 

Esta semana, segundo me disseram, outro jornal resolveu recuperar essas minhas declarações, mas omitindo o facto de terem sido proferidas em resposta a uma pergunta. Ao que parece, o jornal titulava apenas: "Preferia que as minhas filhas fossem lésbicas do que sportinguistas". Ora, posta assim, a frase é extremamente ofensiva. Para as lésbicas. Parece que eu, por minha iniciativa, escolhi o lesbianismo como um mal menor. Na verdade, não considero que a homossexualidade seja sequer um mal, quanto mais um mal menor. Mesmo quanto ao sportinguismo, devo dizer que tenho muitos amigos sportinguistas, e estou firmemente convencido de que eles devem poder casar entre si e até adoptar crianças. Fica o esclarecimento.

 

Dito isto, talvez surpreenda o leitor que eu seja a favor do referendo à coadopção por casais do mesmo sexo. De facto, creio que devia haver um referendo à coadopção por casais de todos os tipos. Se, apesar do que diz a ciência, as preferências sexuais dos pais interferem na educação de uma criança, creio que uma sociedade responsável deve esforçar-se por saber mais sobre o assunto. Os cidadãos não devem ficar só pela rama, e descobrir apenas se os pais apreciam manter relações sexuais com elementos do mesmo sexo, ou de sexos diferentes. Precisamos de saber exactamente de que tipo de sexo estamos a falar, com que frequência ocorre, em que locais, quanto tempo dura, e que género de expressões os membros do casal gritam um ao outro. A minha vizinha de cima diz ao marido certas coisas que nenhuma criança devia ouvir.

 

Ricardo Araújo Pereira


Retirado da Visão


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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Fernanda Cancio - Referendar o horror

fernandacancio.jpg

 

 

Percebo o horror com que alguns terão visto em maio a aprovação do projeto de lei sobre coadoção em casais do mesmo sexo. Terá sido um choque darem-se conta da existência, entre nós, de casais do mesmo sexo com crianças. É compreensível: são crianças iguais a todas as outras, não andam por aí com uma cruz na testa ou na lapela. Não há notícias de tumultos nas escolas que frequentam, nos prédios e nas ruas onde vivem com a família. Aliás, até há muito pouco tempo, não havia notícias: podia acreditar--se que estas crianças não existem.


Quem se habituou a pensar assim, quem gosta de pensar assim, prefere agarrar-se a essa ideia. É por esse motivo que de cada vez que se fala de coadoção em casais do mesmo sexo - a possibilidade de um dos cônjuges solicitar a um tribunal que lhe permita adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro cônjuge, filho esse que vive com os dois, que é criado pelos dois e chama mãe ou pai aos dois (e que não pode ter mais nenhuma mãe ou pai reconhecido pela lei, porque se tiver a coadoção é interdita) - há quem fale de adoção por casais do mesmo sexo. Conduzir o debate para a possibilidade de adotar, em conjunto, uma criança disponível para tal e até aí sem laços com o casal permite dizer coisas como "as crianças devem ter direito a um pai e a uma mãe"; "a adoção não é um direito dos adultos, é um direito das crianças"; "não sabemos o efeito numa criança de ser criada por dois pais e duas mães, por isso é melhor não arriscar" - etc. Sobretudo, permite fingir que se está a pôr acima de tudo a preocupação com as crianças, quando a intenção é a contrária.


Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir".


Entendamo-nos: as crianças em causa na lei da coadoção nunca vão ter "um pai e uma mãe". Têm duas mães ou dois pais e tê-los-ão sempre - quer a lei lhos reconheça ou não. Não está em causa decidir com quem essas crianças vivem, quem vai educá-las e amá-las e quem elas vão amar. Essa decisão não nos pertence. A nossa opção é entre aceitar e proteger essas famílias ou rejeitá--las e persegui-las. Entre dizer a essas crianças "a tua família é tão boa como as outras" ou "a tua família não presta". Referende-se então isso: "Tem tanto horror aos homossexuais que deseja que a sociedade portuguesa decida em referendo discriminar os filhos deles ou acha que a lei portuguesa deve deixar, o mais depressa possível, de fingir que essas crianças não existem e o Parlamento lhes deve garantir os direitos que lhes faltam?"

 

Fernanda Cancio

 

Retirado do Dn


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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Miguel Esteves Cardoso - A antiga palavra gay

 

A antiga palavra gay

A Irlanda que é o mais católico (e já foi o mais repressivo) de todos os países religiosamente católicos é hoje o mais católico no verdadeiro sentido, de querer incluir toda a gente.

 

Os irlandeses mudaram de opinião porque são cultos e inteligentes. Não toleram papas na língua (em ambos os sentidos destas palavras): são um povo aberto, por muito conservadores que possam ser.

 

É estranho falar no casamento "gay". As pessoas casam-se cada vez menos. O sexo e a sexualidade de quem se casa parecem-se cada vez mais com uma discriminação superficial e estúpida, baseada na cor da pele.

 

Ser-se a favor dos casamentos "gay" é tão vápido e inútil como ser a favor dos casamentos entre judeus e gentis, ateus e crentes ou pessoas de pele branca com outras de pele castanha.

 

A palavra gay só ganha em desaparecer. Cada um é como é. Não é estranho nem especial ser-se homossexual. Quando tentamos definir - ou apenas descrever - uma pessoa que conhecemos a sexualidade dela diz muito menos do que desdiz.

 

O Papa Francisco tem de ser papa e não pode concordar. Os irlandeses sabiam isso: mesmo aqueles que votaram a favor do casamento de pessoas católicas do mesmo sexo que querem casar-se.

 

Os irlandeses passam a vida a surpreender-nos. Deveríamos acompanhá-los mais ainda.

 

Miguel Esteves Cardoso

Retirado do Público


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