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Pontos de Vista

Porque tudo na vida tem um ponto de vista

Pontos de Vista

Porque tudo na vida tem um ponto de vista

14
Fev17

Toty Sa'Med - Meu Amor da Rua 11

olhar para o mundo

 

Letra

 

antas juras nós trocámos,  
Tantas promessas fizemos, 
Tantos beijos nos roubámos 
Tantos abraços nós demos.

Meu amor da Rua Onze, 
Já não quero 
Mais mentir. 
Meu amor da Rua Onze, 
Meu amor da Rua Onze, 
Já não quero 
Mais fingir.

Era tão grande e tão belo 
Nosso romance de amor 
Que ainda sinto o calor 
Das juras que nós trocámos.

Era tão bela, tão doce 
Nossa maneira de amar 
Que ainda pairam no ar 
As vezes promessas, que fizemos.

Nossa maneira de amar 
Era tão doida, tão louca 
Qu´inda me queimam a boca 
Os beijos que nos roubámos.
 
Tanta loucura e doidice 
Tinha o nosso amor desfeito 
Que ainda sinto no peito 
Os abraços que nós demos.

E agora 
Tudo acabou
Terminou  
Nosso romance 
Quando te vejo passar 
Com o teu andar 
Senhoril, 
Sinto nascer 
E crescer 
Uma saudade infinita 
Do teu corpo gentil 
de escultura 
Cor de bronze 
Meu amor da Rua Onze. 

 

13
Fev17

Toty Sa'Med - Namoro

olhar para o mundo

 

Letra

 

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com a letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mare dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do Loge
seus dentes... - marfim...
Mandei-lhe uma carta
e ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
que o Maninjo tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.

Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.

Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.

Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor... e ela disse que não.

Andei barbado, sujo, e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
" - Não viu...(ai, não viu...?) Não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
E para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário

Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.

 

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